A Viveo (VVEO3) anunciou a aprovação do segundo programa de recompra de debêntures pela companhia, autorizando a aquisição de até 600 mil títulos em circulação até 31 de maio de 2026. O movimento busca otimizar a gestão do passivo financeiro da empresa de distribuição hospitalar e representa uma continuidade das medidas de reestruturação financeira iniciadas após a alavancagem de 4,49x registrada no primeiro trimestre, quando a companhia também renegociou com sucesso os covenants das debêntures.

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O programa representa uma ferramenta adicional para o controle do endividamento da Viveo, que poderá manter os títulos em tesouraria, vendê-los posteriormente ou cancelá-los. A companhia estabeleceu que o preço de aquisição não poderá superar o valor nominal atualizado de cada série de debêntures. Esta estratégia alinha-se com o foco da administração em melhorar a estrutura de capital em um momento em que a empresa busca reverter os resultados negativos observados desde 2024.

Para intermediar as operações, a Viveo selecionou cinco instituições financeiras: Itaú Corretora, BTG Pactual, XP Investimentos, Ativa Investimentos e UBS Brasil. A escolha de múltiplos intermediários pode proporcionar maior eficiência na execução do programa ao longo dos próximos 12 meses. A iniciativa ocorre em um contexto em que a companhia tem atraído interesse de gestoras institucionais, como demonstrado pelas recentes participações da Dynamo em abril e da Perea Capital em maio, sinalizando confiança no potencial de recuperação da empresa.

A iniciativa demonstra o foco da administração em aprimorar a estrutura de capital da companhia. Investidores devem acompanhar a evolução das recompras e seu impacto na redução do endividamento líquido da Viveo nos próximos trimestres.

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