A Viveo (VVEO3), líder na fabricação e distribuição de materiais e medicamentos para o setor da saúde, divulgou nesta terça-feira, 13 de maio de 2025, seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2025. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 58,9 milhões, ante lucro de R$ 3,0 milhões no mesmo período do ano anterior. Este resultado negativo segue a tendência já observada no fechamento do ano de 2024, quando a empresa reportou prejuízo de R$ 90,4 milhões.

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A receita líquida totalizou R$ 2,78 bilhões no trimestre, uma queda de 5,7% em comparação ao 1T24. Segundo a empresa, o desempenho foi impactado principalmente pela menor venda em março, mês historicamente de maior demanda devido ao reajuste da CMED, que passa a valer em abril.

Apesar da queda na receita, a margem bruta apresentou expansão de 0,3 ponto percentual, alcançando 13,8% no 1T25 - o maior patamar desde o encerramento de 2023, excluindo o efeito pontual da CMED no 2T24. A companhia atribuiu essa melhoria às mudanças em suas políticas comerciais e disciplina de execução.

O EBITDA ajustado atingiu R$ 159,6 milhões, representando um crescimento de 1,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com margem EBITDA ajustada de 5,7% (aumento de 0,4 ponto percentual). O resultado reflete a estratégia comercial com foco em rentabilidade e o controle das despesas operacionais.

Redução de despesas e fluxo de caixa

As despesas gerais e administrativas (ex-depreciação e amortização) totalizaram R$ 151,5 milhões no primeiro trimestre, 9,6% inferiores em relação ao mesmo período de 2024, refletindo parcialmente a reestruturação corporativa ocorrida no terceiro trimestre do ano passado.

No fluxo de caixa, a Viveo apresentou consumo de R$ 52,2 milhões, uma melhora de R$ 121,4 milhões em relação ao 1T24, sendo o menor consumo para um primeiro trimestre desde 2021, quando a companhia passou a divulgar resultados trimestrais.

O ciclo de caixa foi reduzido para 59 dias no 1T25, uma queda de 11 dias em relação ao 1T24, refletindo principalmente a redução no número de dias do contas a receber, que passou de 71 dias no 1T24 para 61 dias no período atual.

Endividamento e perspectivas

A alavancagem financeira (dívida líquida/EBITDA ajustado) da companhia no encerramento do período foi de 4,49x. A empresa destacou que renegociou a curva de covenants das debêntures no final de 2024 e início de 2025, resultando em uma negociação bem-sucedida, sem impacto no custo das dívidas.

Para o próximo trimestre, a Viveo destacou que será um período estratégico para a renegociação dos contratos de distribuição da companhia e consequente avanço na implementação da sua política comercial. Paralelamente, a empresa afirmou que segue com foco na execução e no controle das despesas, dando continuidade à estratégia de otimização anunciada após os resultados de 2024.

No segundo trimestre de 2025, a companhia também prevê a inauguração da nova fábrica de lenços umedecidos, que consolidará em um único local as operações das duas empresas produtoras desta categoria adquiridas em 2021, trazendo sinergias e reduzindo a complexidade operacional. Vale lembrar que a Viveo mantém seu foco na otimização de seu portfólio atual, tendo inclusive negado rumores sobre venda da Cremer no final de março deste ano.

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