A Biomm (BIOM3) divulgou nesta quinta-feira, 15 de maio de 2025, seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2025, reportando uma redução de 28% no prejuízo operacional (EBITDA) em comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo um resultado negativo de R$ 10,6 milhões. Esta redução no prejuízo representa um avanço na trajetória financeira da empresa, que registrou prejuízo líquido de R$ 77,2 milhões em 2024.

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A receita líquida da companhia alcançou R$ 39,6 milhões no período, representando um crescimento de 3% em relação ao 1T24. Este aumento foi impulsionado principalmente pelo maior volume de vendas de insulina glargina, produto que tem se tornado cada vez mais relevante no portfólio da empresa.

No segmento de insulina glargina, a Biomm conquistou 40% de market share no primeiro trimestre de 2025, avanço significativo frente aos 35% registrados no mesmo período do ano anterior. As vendas deste produto cresceram 48%, superando consideravelmente o crescimento geral do mercado, que foi de 14% no período. Este desempenho reforça a estratégia da empresa, que recentemente firmou uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo para produção de insulina glargina junto à Bio-Manguinhos/Fiocruz e Gan & Lee Pharmaceuticals.

O lucro bruto registrou R$ 7,3 milhões no 1T25, uma queda de 14% na comparação anual, que segundo a companhia foi explicada principalmente pelo mix de vendas e aumento dos custos dos produtos vendidos. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior (4T24), houve uma variação positiva de 350%.

Um destaque positivo foi a redução de 23% nas despesas operacionais, que atingiram R$ 20,2 milhões no período, refletindo a diminuição dos gastos com marketing e despesas administrativas. Esta redução de custos contribuiu diretamente para a melhora do EBITDA da companhia, revertendo parcialmente a tendência observada quando a empresa encerrou 2024 com EBITDA negativo de R$ 69,3 milhões.

No mercado de enoxaparina privado, a Biomm também apresentou avanços, aumentando sua participação para 3%, contra 2% no 1T24, com crescimento de 24% em suas vendas, enquanto o mercado como um todo registrou queda de 8%. Este crescimento em múltiplos produtos reflete a estratégia da empresa de expansão de seu portfólio farmacêutico.

A empresa encerrou o trimestre com posição de caixa e aplicações financeiras de R$ 123,2 milhões, mantendo um perfil de endividamento com vencimentos distribuídos entre 2025 e anos posteriores a 2027, totalizando R$ 131,8 milhões em dívidas.

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