Biomm (BIOM3) registra prejuízo de R$ 69,3 milhões em 2024
Empresa reporta receita recorde de R$ 142,9 milhões, mas EBITDA negativo aumenta 14% em comparação com 2023

A Biomm (BIOM3) divulgou nesta sexta-feira, 28 de março de 2025, seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre e ao ano fiscal de 2024. A empresa registrou receita líquida anual de R$ 142,9 milhões, representando um crescimento de 21% em comparação ao ano anterior, quando atingiu R$ 118,2 milhões.
No quarto trimestre de 2024, a companhia alcançou receita de R$ 40 milhões, um aumento expressivo de 100% em relação ao mesmo período de 2023, marcando o melhor trimestre já registrado pela empresa. Segundo o relatório, o desempenho positivo reflete o maior volume de vendas obtido ao longo do ano.
Apesar do crescimento na receita, o lucro bruto anual apresentou queda de 23%, totalizando R$ 17,9 milhões, contra R$ 23,3 milhões em 2023. No quarto trimestre, o resultado foi ainda mais desafiador, com lucro bruto negativo de R$ 2,9 milhões, representando uma variação negativa de 189% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fechou 2024 com resultado negativo de R$ 69,3 milhões, um aumento de 14% no prejuízo em relação aos R$ 61 milhões negativos registrados em 2023. A companhia atribuiu o resultado principalmente à "redução no volume de vendas de maior valor agregado".
As despesas operacionais atingiram R$ 99,1 milhões em 2024, um acréscimo anual de 3%, que a empresa justifica pelo aumento da força de trabalho com o início da operação na fábrica.
No campo comercial, a Biomm destaca o avanço de sua participação no mercado de insulina glargina, atingindo 28% de market share no acumulado de 12 meses até dezembro de 2024, um crescimento significativo em relação aos 20% registrados no mesmo período de 2023. Este avanço ocorre poucos meses após a empresa ter aprovado sua PDP de Insulina Glargina em parceria estratégica com Bio-Manguinhos. A empresa também reportou crescimento na participação de mercado nos segmentos de trastuzumabe e enoxaparina.
Em relação ao endividamento, a companhia encerrou o período com R$ 152,7 milhões em caixa e aplicações financeiras, frente a uma dívida total de R$ 137,8 milhões, demonstrando uma posição de caixa líquido positivo. Segundo o relatório, "a Companhia segue na gestão contínua do seu fluxo de caixa e perfil de endividamento, atenta às necessidades de financiamento de suas atividades". Esta posição financeira ocorre em um contexto onde a empresa recentemente registrou baixa adesão aos bônus de subscrição emitidos em 2020, cujo prazo de exercício encerrou-se em 18 de março.
Vale ressaltar que, apesar dos resultados financeiros mistos, a companhia tem enfrentado desafios relacionados à baixa liquidez de suas ações no mercado, conforme esclarecido em comunicados anteriores à B3.
BIOM3: cotação e indicadoresBiomm
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