DASA nega negociações para venda da rede oncológica AMO
Empresa esclarece à CVM que não há tratativas em curso, apesar de rumores sobre possível transação de R$ 750 milhões

A DASA (DASA3) negou formalmente estar em negociações para a venda da rede oncológica AMO, conforme esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira, 17 de março de 2025. O comunicado contradiz informações veiculadas pelo jornal Estadão, que afirmava que a companhia estaria buscando levantar até R$ 750 milhões com a operação.
No documento, a empresa de medicina diagnóstica esclarece que "apesar de ter recebido manifestações de interessados, não há negociações em curso ou qualquer decisão sobre um eventual desinvestimento das clínicas AMO". A rede oncológica foi adquirida pela DASA em julho de 2021, conforme divulgado em Fato Relevante de 03 de janeiro de 2022.
A manifestação da companhia foi motivada pelo Ofício nº 46/2025/CVM/SEP/GEA-2, enviado pelo órgão regulador, que solicitou esclarecimentos sobre reportagem publicada em 13 de março. A notícia afirmava que a operação faria parte do processo de desalavancagem da DASA e que a gestora Pátria seria favorita para adquirir o ativo.
A DASA confirmou que está implementando um conjunto de iniciativas operacionais e estratégicas voltadas à redução de sua alavancagem, conforme previamente anunciado em Fatos Relevantes de 15 de maio e 14 de junho de 2024, além do Comunicado ao Mercado de 19 de agosto do mesmo ano. Segundo a empresa, estas medidas têm "diferentes estágios de maturidade" e visam estabelecer "uma sólida posição financeira e maior capacidade de investimento", em paralelo à reorganização societária que inclui operações como a recente incorporação do acervo cindido da Ímpar.
A AMO é uma rede especializada em oncologia fundada em 1994 na Bahia, com 15 clínicas distribuídas em três estados: Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. A companhia afirmou no comunicado que manterá o mercado e seus acionistas informados sobre quaisquer eventos relevantes relacionados ao tema.
A DASA entendeu que não havia Fato Relevante a ser divulgado ao mercado sobre o assunto, nos termos da regulamentação vigente, uma vez que não existem negociações concretas em andamento para a venda do ativo. Essa postura de transparência ocorre em um momento em que a empresa também realiza mudanças em sua estrutura diretiva, buscando fortalecer sua governança corporativa.
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