A Petrobras (PETR3, PETR4) anunciou em 30 de outubro de 2024 o início da produção do navio-plataforma Marechal Duque de Caxias (Mero 3) no campo de Mero, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. Esta nova unidade tem capacidade para produzir até 180 mil barris de óleo por dia e comprimir até 12 milhões de metros cúbicos de gás diariamente.

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Com a entrada em operação deste quarto sistema de produção, a capacidade instalada de produção no campo de Mero aumentou de 410 mil para 590 mil barris diários de petróleo. O FPSO (Floating Production Storage and Offloading) Marechal Duque de Caxias foi afretado junto à MISC e faz parte de um projeto que inclui a interligação de 15 poços - 8 produtores de óleo e 7 injetores de água e gás.

A Petrobras informou que já estão em operação no campo o FPSO Pioneiro de Libra e dois sistemas definitivos: FPSO Guanabara (Mero 1) e FPSO Sepetiba (Mero 2). A empresa destacou que a nova plataforma utilizará tecnologias inovadoras para descarbonização e aumento da produção, como o HISEP®, com previsão de entrada em operação a partir de 2028.

O HISEP® é um equipamento que realizará a separação do óleo e do gás no fundo do oceano, permitindo a reinjeção do gás rico em CO2 diretamente no reservatório. Segundo a Petrobras, esta tecnologia possibilitará liberar espaço na planta de processamento de gás da superfície e reduzir a intensidade das emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera.

As operações do campo unitizado de Mero são conduzidas por um consórcio liderado pela Petrobras, que detém 38,6% de participação. Os demais parceiros incluem Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNOOC (9,65%), CNPC (9,65%) e a Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), que atua como representante da União na área não contratada, com 3,5% de participação.

Este novo marco na produção de petróleo no pré-sal brasileiro reforça a posição da Petrobras como uma das principais empresas de energia do mundo, demonstrando sua capacidade de implementar projetos complexos e de grande escala em águas profundas.

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