A Sabesp (SBSP3) registrou lucro líquido reportado de R$ 1,4 bi no 3T26 (R$ 1.388 mi), queda de 35,7% sobre os R$ 2,2 bi do 3T25 (R$ 2.159 mi). A queda reflete o ganho não recorrente de R$ 1.461 mi com pagamento de precatórios no 3T25 e juros líquidos R$ 383 mi mais altos, em razão de dívida maior.

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O lucro líquido ajustado foi de R$ 1,1 bi (R$ 1.107 mi), queda de 13,8% sobre o 3T25, quando somou R$ 1.284 mi. Com o resultado da EMAE, o lucro ajustado é de R$ 1.138 mi, queda de 11,4%.

A receita líquida ajustada foi de R$ 6,0 bi (R$ 5.958 mi), alta de 9,0%. Considerando a EMAE, a receita é de R$ 6.095 mi, alta de 11,5%. A receita líquida reportada foi de R$ 10,1 bi (R$ 10.141 mi), alta de 7,6%, incluindo R$ 4.001 mi de receita de construção. No ajustado, o preço contribuiu com R$ 421 mi, com reajuste tarifário de 10,6%, e o volume com R$ 112 mi. O mix de clientes e faixas de consumo retirou R$ 44 mi.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 3,6 bi (R$ 3.648 mi), alta de 13,8%, com margem de 61,2% ante 58,6% no 3T25. Com a EMAE, o EBITDA é de R$ 3.680 mi, alta de 14,8%. O EBITDA reportado foi de R$ 3.982 mi, alta de 29,7%. Entre as despesas, a energia subiu 37,2%, para R$ 415 mi, e a provisão para devedores duvidosos aumentou R$ 82 mi. As despesas de pessoal caíram 21,5%, para R$ 538 mi, com redução de 3,4% do quadro.

O capex (investimentos) foi de R$ 4,5 bi no trimestre (R$ 4.528 mi), alta de 13,8% a/a, e o backlog contratado soma R$ 44,2 bi. A dívida bruta é de R$ 46,4 bi e a dívida líquida, de R$ 38,6 bi, equivalente a 2,7 vezes o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses. O caixa de R$ 7,9 bi, que chega a R$ 12,8 bi após o A/B loan assinado em outubro, cobre toda a amortização até 2029.

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