A Ânima Holding (ANIM3) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 88,7 mi no 3T26, alta de 142,7% sobre os R$ 36,5 mi do 3T25. Segundo a companhia, o resultado veio do crescimento do EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), da queda na amortização de intangíveis de aquisições, de despesa financeira líquida e participação de não controladores crescendo abaixo do EBITDA. Nos nove meses de 2026 (9M26), o lucro foi de R$ 224,0 mi, 58,0% acima do 9M25.

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A receita líquida consolidada somou R$ 1.085,8 mi no 3T26, avanço de 7,9% ante o 3T25. No 9M26, chegou a R$ 3.256,3 mi, alta de 6,7%. O Ânima Core cresceu 11,7% no trimestre e a Inspirali, 6,9%. Já o Ensino Digital teve queda de 14,2%, para R$ 64,6 mi, por restrições do Novo Marco Regulatório.

O EBITDA ajustado ex-IFRS 16 (que desconsidera o efeito contábil dos arrendamentos) foi de R$ 347,3 mi no 3T26, alta de 14,6%, com margem de 32,0% contra 30,1% no 3T25. No 9M26, atingiu R$ 1.038,2 mi, alta de 9,9%, com margem de 31,9%. O resultado operacional ajustado subiu 11,3% no trimestre, para R$ 501,0 mi.

A geração de caixa da empresa foi de R$ 396,3 mi no 3T26, 4,0% abaixo dos R$ 412,8 mi do 3T25, e de R$ 845,2 mi no 9M26. A dívida líquida ajustada ficou em R$ 2.831,8 mi, 6,3% menor que no 2T26. A alavancagem (dívida líquida sobre EBITDA ajustado ex-IFRS 16 dos últimos 12 meses) caiu para 2,18x, contra 2,41x no 2T26 e 2,40x no 3T25.

No trimestre, a Ânima anunciou a aquisição da FMU, com 51 mil alunos, em análise pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com fechamento estimado para os próximos meses. A Inspirali comprou 70% da Caliper Escola de Imagem, com impacto líquido de R$ 17,7 mi na dívida, e fechou em outubro acordo de longo prazo com o Einstein Hospital Israelita para consultoria acadêmica em educação médica.

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