A Automob (AMOB3) registrou prejuízo líquido de R$ 56,4 mi no 3T26, ante prejuízo de R$ 166,6 mi no 3T25. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 139,3 mi, com margem de 4,1%, contra R$ 38,6 mi no mesmo período do ano anterior. O resultado do 3T25 incluía impairment (perda contábil sem efeito no caixa) de R$ 105,4 mi em veículos pesados.

Continua após o anúncio

A receita líquida foi de R$ 3.431,9 mi, queda de 1,0% na comparação anual, e a receita bruta somou R$ 3.653,6 mi (-0,8%), principalmente pelo menor faturamento em Agro e Máquinas. O lucro bruto avançou 4,3%, para R$ 521,7 mi, com margem bruta de 15,2% (+0,8 p.p.). A receita bruta transacionada, indicador gerencial que considera o valor integral das vendas diretas, atingiu R$ 5,0 bi, alta de 10,4%.

No resultado ajustado, o EBITDA foi de R$ 146,3 mi (+1,6%), com margem de 4,3%, e o prejuízo líquido ajustado ficou em R$ 52,1 mi, ante R$ 65,7 mi no 3T25. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 158,7 mi. Segundo a companhia, Veículos Leves e Caminhões e Ônibus tiveram lucro líquido de R$ 36 mi, enquanto Agro e Máquinas (prejuízo de R$ 47,2 mi) e as despesas financeiras da holding (R$ 40,8 mi) pressionaram o resultado.

Nas operações, a empresa vendeu 28.631 veículos leves e pesados (+16,6%). Foram 16.540 novos (+16,8%), 9.215 seminovos (+15,3%) e 2.423 caminhões e ônibus (+35,1%, ante alta de 9,1% do mercado). A margem bruta de Agro e Máquinas subiu para 16,5% (+7,9 p.p. em base comparável).

A dívida bruta fechou em R$ 2.495,4 mi e a dívida líquida em R$ 1.952,8 mi, com alavancagem (dívida líquida/EBITDA ajustado) de 3,5x, ante 3,7x um ano antes. Operações de R$ 1,2 bi alongaram o prazo médio da dívida de 2,5 para 2,9 anos, sem aumento de custo. O caixa é de R$ 542,6 mi, e o estoque pago às montadoras caiu R$ 165 mi, para R$ 842 mi.

Publicidade
Tags:
AutomobAMOB3