A Petrobras (PETR3, PETR4) esclareceu em 14 de maio de 2024 que solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma "solução consensual" entre a empresa e a petroquímica Unigel, mediada pelo órgão, para viabilizar a operação das plantas arrendadas para a Proquigel/Unigel e evitar sua deterioração e os custos decorrentes dessa condição.
A estatal explicou que a solicitação não caracteriza um fato relevante, pois a operação de tolling (industrialização de gás com vistas à produção de ureia e amônia) ainda não foi ativada, já que as condições precedentes previstas no contrato ainda não foram atendidas. Até o momento, nenhum desembolso foi realizado pela Petrobras.
A manifestação da empresa ocorreu em resposta a um ofício da Superintendência de Relações com Empresas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questionou a Petrobras sobre uma notícia veiculada em 12 de maio de 2024 no jornal O Globo, informando que a estatal estaria "tentando salvar de qualquer maneira" um contrato assinado em 29 de dezembro com a Unigel, avaliado em R$ 759 milhões.
De acordo com a reportagem citada pela CVM, a área técnica do TCU recomendou que o contrato fosse suspenso por causa do risco de dar à Petrobras um prejuízo de quase meio bilhão de reais. A notícia também afirmava que a empresa havia enviado um ofício ao ministro Benjamin Zymler, relator do processo no TCU, pedindo que ele propusesse uma "solução consensual" para "pôr de pé" o contrato.







