O Banco Mercantil (BMEB3, BMEB4) registrou lucro líquido de R$ 279,4 mi no 3T26, alta de 10% sobre o 3T25, quando o resultado foi de R$ 254,3 mi. É o 16º recorde trimestral consecutivo do banco. No acumulado dos últimos 12 meses, excluindo efeitos não recorrentes do acordo com a PGFN que impactaram o 4T25, o lucro chegou a R$ 1,1 bi.
A carteira de crédito somou R$ 25,3 bi, alta de 17% em um ano. O crédito consignado chegou a R$ 18,6 bi, avanço de 27%. A carteira de consignado INSS foi a R$ 15,6 bi (+15%) e a de consignado privado, a R$ 3,0 bi (+163%). Cerca de 82% da carteira é colateralizada (com garantia). A originação de crédito foi de R$ 3,2 bi, queda de 28% sobre o 3T25.
A receita de prestação de serviços atingiu R$ 359 mi, alta de 53%. A receita da intermediação financeira líquida (NII) foi de R$ 1.445 mi, avanço de 22%. A margem financeira líquida (NIM) ficou em 16,9%, ante 17,5% no 3T25.
A inadimplência acima de 90 dias subiu 1,3 p.p. na comparação anual e chegou a 4,1%. O resultado de PDD (provisão para devedores duvidosos) foi de R$ 305 mi, equivalente a 4,8% da carteira anualizada, ante R$ 116 mi (2,2%) no 3T25. O ROAE (retorno sobre o patrimônio líquido médio) dos últimos 12 meses ficou em 39,4%, queda de 5,6 p.p.
O índice de Basileia fechou em 18,5%, alta de 2,4 p.p. sobre o 3T25, e o patrimônio líquido somou R$ 3.341 mi. O saldo de funding (captação) chegou a R$ 33,8 bi, alta de 24%. O banco também obteve nova cobertura da Moody's, com rating AA.br e perspectiva estável. Segundo o banco, a originação de consignado INSS mostrou recuperação em setembro, o que projeta ambiente mais seguro para o 4T26.







