A MercadoLibre (MELI) registrou lucro líquido de US$ 448 mi no terceiro trimestre de 2026, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foi de US$ 421 mi. O lucro por ação (EPS) foi de US$ 8,83, ante US$ 8,32 no 3T25. A margem líquida ficou em 4,2%.
A receita e receita financeira somaram US$ 10,75 bi, alta de 45% sobre o 3T25 e de 41% em base neutra de câmbio (exclui o efeito das variações cambiais). O lucro operacional foi de US$ 676 mi, queda de 6% ante os US$ 724 mi do 3T25, com margem de 6,3%, 40 pontos-base abaixo do 2T26. A empresa atribui a queda ao custo de mais frete grátis e de nova capacidade de armazenagem antes do período de pico de vendas, além do aumento de gastos com marketing de afiliados no Brasil.
O EBITDA ajustado (non-GAAP, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, entre outros itens) foi de US$ 982 mi, ante US$ 933 mi um ano antes. O fluxo de caixa livre ajustado (non-GAAP) foi de US$ 285 mi, após US$ 503 mi em investimentos em ativos e US$ 2,1 bi na expansão da carteira de crédito.
O volume total de pagamentos (TPV) somou US$ 109 bi, alta de 53%, e o volume de mercadorias vendidas (GMV) foi de US$ 23 bi, alta de 38%. A carteira de crédito chegou a quase US$ 18 bi, alta de 62%, com inadimplência de 15 a 90 dias de 7,0%. Em setembro, a empresa concluiu sua segunda emissão de bonds com grau de investimento, captando US$ 1 bi.






