A Novo Nordisk (NVO) registrou lucro líquido de DKK 16.740 mi (cerca de DKK 16,7 bi) no 3º trimestre de 2026, queda de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação (EPS) diluído foi de DKK 3,79, também 16% menor. O lucro operacional (contábil) foi de DKK 23.011 mi, queda de 3% em coroas dinamarquesas e de 9% a taxas de câmbio constantes (CER), pesado por baixas contábeis sem efeito caixa de DKK 8,7 bi, ligadas ao ziltivekimab (DKK 4,6 bi) e ao ajuste da rede de fabricação (DKK 4,1 bi).

Continua após o anúncio

A receita somou DKK 79.195 mi, alta de 6% em coroas e de 4% a CER, puxada pelo crescimento de volume dos medicamentos GLP-1, principalmente em obesidade. O lucro operacional ajustado (non-GAAP, exclui itens que a empresa considera excepcionais e não recorrentes) foi de DKK 31.720 mi, alta de 34% em coroas e de 27% a CER. A empresa atribui o avanço ao crescimento das vendas de GLP-1 e a uma base de comparação favorável, já que o 3T25 teve cerca de DKK 9 bi em custos de transformação. O lucro líquido ajustado foi de DKK 25.602 mi, queda de 12%, e o EPS ajustado, de DKK 5,79.

As vendas de obesidade chegaram a DKK 26.146 mi, alta de 22% a CER. O Wegovy em comprimido teve vendas de DKK 5.394 mi no trimestre. Nos nove meses, o fluxo de caixa livre foi de DKK 83,8 bi, ante DKK 71,1 bi um ano antes. A empresa devolveu DKK 61,9 bi aos acionistas, sendo DKK 51,9 bi em dividendos e DKK 10,0 bi em recompra de ações, dentro de programa de até DKK 15 bi.

A Novo Nordisk elevou a projeção para 2026: crescimento das vendas ajustadas de -2% a +2% a CER (antes, -6% a 0%) e crescimento do lucro operacional ajustado também de -2% a +2% (antes, -6% a 0%). O fluxo de caixa livre esperado passou para DKK 60 bi a 70 bi, ante DKK 45 bi a 55 bi, e o investimento em ativos fixos, para cerca de DKK 50 bi.

A empresa anunciou ainda que o CFO Karsten Munk Knudsen deixa a companhia ao fim de dezembro de 2026. Luigi La Corte, atual CFO da Galderma, assumirá o cargo.

Publicidade
Tags:
Novo NordiskNVO