A Albemarle (ALB) registrou lucro líquido de US$ 297 mi (US$ 296,8 mi) no terceiro trimestre de 2026, ante prejuízo de US$ 160,7 mi no mesmo período de 2025. O lucro por ação (EPS) diluído foi de US$ 2,15, contra prejuízo de US$ 1,72 um ano antes. A receita somou US$ 1,6 bi (US$ 1,55 bi), alta de 18,8%, impulsionada por preços mais altos em Energy Storage e por preços e volumes maiores em Specialties.
O lucro líquido ajustado (non-GAAP, exclui itens que a empresa considera não recorrentes) foi de US$ 354 mi, ou US$ 2,58 por ação ajustado, excluindo principalmente custos de reestruturação e outros itens. O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com ajustes) foi de US$ 646 mi, alta de 186,1%, ante US$ 225,6 mi no 3T25.
Em Energy Storage, a receita foi de US$ 1,1 bi, alta de 57,9%, com preço médio realizado de US$ 20,02 por kg de carbonato de lítio equivalente (LCE), ante US$ 10,28. O volume de vendas caiu 18,8%, para 56 mil toneladas (kT) LCE, em razão de eventos pontuais no 3T25, como redução de estoques e embarques elevados de espodumênio. O EBITDA ajustado do segmento foi de US$ 560 mi. Em Specialties, a receita foi de US$ 389 mi, alta de 12,7%, e o EBITDA ajustado foi de US$ 99 mi, alta de 30,7%.
O caixa das operações foi de US$ 406 mi no trimestre, e o fluxo de caixa livre (non-GAAP) foi de US$ 325 mi. A empresa tinha liquidez de cerca de US$ 3,4 bi e dívida total de US$ 1,9 bi em 30 de setembro de 2026.
Para 2026, a Albemarle elevou a projeção de EBITDA ajustado de Specialties para US$ 350 mi a US$ 375 mi, ante US$ 275 mi a US$ 325 mi. Reduziu ainda a previsão de investimentos (capex) para US$ 300 mi a US$ 350 mi, ante cerca de US$ 500 mi. O CEO Kent Masters afirmou que a demanda global por lítio subiu 48% no ano até agosto.







