A Kraft Heinz (KHC) registrou lucro líquido de US$ 536 mi no terceiro trimestre de 2026, queda de 12,6% ante US$ 613 mi no mesmo período do ano anterior. O lucro por ação (EPS) foi de US$ 0,46, ante US$ 0,52 no 3T25. A receita líquida somou US$ 6,1 bi (US$ 6.115 mi), recuo de 2,0%.

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A receita orgânica (non-GAAP, exclui câmbio e desinvestimentos) caiu 1,1%. O preço ficou estável e o volume e mix recuaram 1,1 ponto percentual, com queda na América do Norte em carnes, molhos e bebidas. Os Mercados Emergentes cresceram 15,6% em receita orgânica. A empresa citou ainda um impacto de cerca de 80 pontos-base da antecipação de estoques para o segundo trimestre.

O lucro operacional foi de US$ 875 mi, queda de 14,6%, por inflação em compras e logística, maior remuneração variável, perdas por impairment (baixa contábil) US$ 37 mi maiores, pior volume/mix e mais gastos com publicidade. O lucro operacional ajustado (non-GAAP, exclui itens que a empresa considera não recorrentes) foi de US$ 939 mi, queda de 15,2%. O EPS ajustado foi de US$ 0,53, ante US$ 0,61. A margem bruta foi de 32,5%, e a ajustada, de 31,9%.

Nos nove meses, houve prejuízo líquido de US$ 4,1 bi (US$ 4.125 mi), com EPS de US$ (3,47), ante prejuízo de US$ 6,5 bi um ano antes. O resultado inclui impairments de US$ 7,4 bi. O EPS ajustado foi de US$ 1,67. O fluxo de caixa livre (non-GAAP) foi de US$ 2,4 bi, queda de 5,2%. A empresa pagou US$ 1,4 bi em dividendos no ano e não fez recompras sob o programa anunciado.

Para 2026, a empresa projeta EPS ajustado de US$ 2,07 a US$ 2,13, ante US$ 2,03 a US$ 2,09 antes. A receita orgânica deve cair entre 0,5% e 1,25%, com o piso da faixa elevado (antes, queda de até 2%). O lucro operacional ajustado em moeda constante deve recuar de 16% a 18%, e a conversão de fluxo de caixa livre deve ficar em cerca de 110%.

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