A Eaton (ETN) registrou lucro líquido de US$ 1,1 bi (US$ 1.078 mi atribuídos aos acionistas) no terceiro trimestre de 2026, alta de 7% sobre os US$ 1,01 bi do 3T25. O lucro por ação (EPS) foi de US$ 2,77, ante US$ 2,59 no mesmo período do ano anterior. O lucro por ação ajustado (non-GAAP, exclui itens que a empresa considera não recorrentes) foi de US$ 3,68, ante US$ 3,07 no 3T25.
A diferença entre os dois números vem de encargos de US$ 0,62 por ação com amortização de intangíveis e de US$ 0,30 por ação com aquisições e desinvestimentos, parcialmente compensados por receita de US$ 0,01 por ação ligada ao programa de reestruturação plurianual.
A receita somou US$ 8,9 bi (US$ 8.947 mi), alta de 28% sobre o 3T25. O crescimento orgânico foi de 19%, as aquisições contribuíram com 8% e o câmbio com 1%. A margem dos segmentos foi de 25,3%, 30 pontos-base acima do 3T25. O fluxo de caixa operacional foi de US$ 1,31 bi e o fluxo de caixa livre, de US$ 1,03 bi.
Por segmento, a receita de Electrical Americas foi de US$ 4,2 bi (alta orgânica de 22%) e a de Electrical Global, de US$ 2,7 bi (alta de 58%, com 31% vindos da aquisição da Boyd Thermal). Aerospace teve receita de US$ 1,2 bi (alta de 11%) e Mobility, de US$ 852 mi. O backlog (carteira de pedidos) total ao fim de setembro subiu 33% em Electrical Americas, 121% em Electrical Global e 33% em Aerospace. A Eaton também assinou acordo para comprar a italiana COL Group por € 810 mi (US$ 921 mi), com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2027.
Para 2026, a empresa projeta crescimento orgânico de 13% a 15%, margem dos segmentos de 24,1% a 24,5%, EPS entre US$ 10,39 e US$ 10,49 e EPS ajustado entre US$ 13,70 e US$ 13,80. Para o 4T26, a projeção é de crescimento orgânico de 13% a 15%, EPS entre US$ 3,28 e US$ 3,38 e EPS ajustado entre US$ 4,05 e US$ 4,15.







