A Freeport-McMoRan (FCX) anunciou em 4 de novembro de 2026 que seu conselho de administração aprovou um programa de expansão e modernização de US$ 4,5 bi para a mina de cobre e molibdênio Bagdad, no noroeste do Arizona. A operação é 100% da empresa. O projeto em área já operada (brownfield) deve mais que dobrar as taxas de mineração e de processamento da mina.
Com o investimento, a produção anual de longo prazo de cobre deve passar de 400 milhões de libras, um acréscimo de cerca de 225 milhões de libras por ano. A de molibdênio deve superar 20 milhões de libras por ano, com acréscimo de 12 milhões de libras. Bagdad passaria a ser a segunda maior mina de cobre dos Estados Unidos, atrás de Morenci, também da Freeport.
O projeto prevê novas instalações de concentração, com cerca de 115.000 toneladas por dia de capacidade adicional de processamento, além de britador primário, correia transportadora, adutora de água, linha de energia e equipamentos de mineração. A empresa estima redução de cerca de 20% nos custos unitários líquidos de caixa de longo prazo. O ponto de equilíbrio do projeto é sustentado por um preço do cobre de cerca de US$ 4,00 por libra, com molibdênio a US$ 20 por libra.
A construção deve durar cerca de 3,5 anos, com produção inicial prevista para meados de 2030. Cerca de 20% dos custos devem ser desembolsados em 2027, 30% a 35% em 2028 e o restante em 2029 e 2030. Os gastos serão incluídos na projeção atualizada de investimentos da empresa e classificados como discricionários. A Freeport avisa que pressões inflacionárias podem afetar as estimativas de custo.
A CEO Kathleen Quirk afirmou que o projeto é um "passo importante" na estratégia de crescimento da empresa na produção de cobre nos Estados Unidos. Segundo a executiva, ele se apoia na base de reservas, na infraestrutura existente e na equipe experiente de Bagdad.






