A Qualcomm (QCOM) registrou lucro líquido de US$ 13,6 bi no ano fiscal de 2026, encerrado em 27 de setembro de 2026, alta de 146% sobre os US$ 5,5 bi do ano fiscal de 2025. O lucro por ação (EPS) foi de US$ 12,70, ante US$ 5,01. O resultado inclui um benefício de imposto de renda de US$ 5,7 bi (US$ 5,32 por ação), decorrente da liberação de uma provisão de ativos fiscais diferidos criada no 4º trimestre fiscal de 2025.

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A receita do ano fiscal foi de US$ 43,1 bi, queda de 3%. O lucro antes dos impostos foi de US$ 9,4 bi, recuo de 26%. Em base ajustada (non-GAAP, exclui itens como remuneração em ações e custos de aquisições), o lucro líquido foi de US$ 11,3 bi, queda de 15%, e o EPS ajustado ficou em US$ 10,54, ante US$ 12,03.

No 4º trimestre fiscal de 2026, a receita foi de US$ 10,3 bi, queda de 8%. O lucro líquido foi de US$ 1,3 bi, ante prejuízo de US$ 3,1 bi um ano antes, e o EPS foi de US$ 1,17. O EPS ajustado foi de US$ 2,17, queda de 28%. A receita de automotivo atingiu US$ 2,0 bi, alta de 89%, e a de celulares caiu 26%, para US$ 5,1 bi. A receita de IoT (internet das coisas) subiu 4%, para US$ 1,9 bi.

No ano fiscal, a empresa devolveu US$ 11,7 bi aos acionistas: US$ 7,8 bi em recompra de ações e US$ 3,9 bi em dividendos, de US$ 3,62 por ação. O CEO Cristiano Amon disse que a receita fora de celulares deve crescer mais de 60% no ano fiscal de 2027 e reiterou a meta de US$ 5 bi em data centers.

Para o 1º trimestre fiscal de 2027, a Qualcomm projeta receita de US$ 10,4 bi a US$ 11,2 bi, EPS de US$ 1,03 a US$ 1,23 e EPS ajustado de US$ 2,15 a US$ 2,35. A empresa espera que o benefício total dos reajustes de preços, para compensar custos maiores de insumos, apareça nas margens brutas da divisão QCT na segunda metade do ano fiscal de 2027.

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