A Axia Energia (AXIA3) registrou receita bruta consolidada de transmissão de R$ 4.895 mi (R$ 4,9 bi) no 3T26, ante R$ 4.745 mi no 3T25, segundo o Guia de Modelagem divulgado pela companhia. Antes das eliminações contábeis (receitas entre empresas do próprio grupo), a receita bruta somou R$ 5.306 mi no trimestre, contra R$ 5.020 mi no 3T25. As eliminações foram de R$ 410 mi.
A RAP (Receita Anual Permitida, valor que a transmissora tem direito a receber pelo serviço) e a PA (Parcela de Ajuste) homologadas somaram R$ 4.407 mi no 3T26, ante R$ 4.018 mi nos trimestres anteriores do ciclo 2025-26. Tributos e encargos (PIS/COFINS, CDE e Proinfa) foram de R$ 683 mi e o desconto por indisponibilidade da rede foi de R$ 37 mi.
Na geração, a receita de energia vendida a terceiros nos empreendimentos não renovados pela Lei 12.783/13 foi de R$ 4.698 mi no 3T26. Somadas as vendas dentro do grupo, o total foi de R$ 5.016 mi, ante R$ 4.864 mi no 3T25. Nos empreendimentos renovados no regime de O&M (operação e manutenção), a receita foi de R$ 358 mi, contra R$ 471 mi no 3T25. O volume total vendido nos não renovados foi de 24.739.427 MWh no trimestre.
O balanço energético indica recursos de 18.045 MWmed para 2026, com vendas entre 12.291 e 15.291 MWmed. A energia descontratada, considerando estimativa de hedge (proteção contra o risco hidrológico), fica entre 1% e 18% em 2026, entre 19% e 41% em 2027 e entre 23% e 56% em 2028. A companhia informa que o documento não constitui projeções.
O guia traz ainda a margem de contribuição total projetada pelas premissas do analista: R$ 44.458 mi em 2026 e R$ 51.625 mi em 2027, sendo R$ 26.806 mi e R$ 32.842 mi na geração, e R$ 17.651 mi e R$ 18.782 mi na transmissão. A Axia informa que a Garantia Física (energia que cada usina pode comercializar) total é de 21.548 MW médios e a capacidade instalada, de 44.430 MW.







