A BrasilAgro (AGRO3) registrou lucro líquido de R$ 81,3 mi no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27 (1T27, encerrado em 30 de setembro de 2026), contra prejuízo de R$ 64,3 mi no 1T26. O resultado teve influência do ganho de R$ 50,8 mi com a venda de parte da Fazenda Rio do Meio, em Correntina (BA), e da valorização de R$ 76,0 mi dos recebíveis de vendas de fazendas.
A venda ocorreu em setembro e abrangeu 2.593 hectares, dos quais 1.753 hectares úteis, a cerca de R$ 45 mil por hectare útil. O valor registrado foi de R$ 94,2 mi; após ajuste a valor presente de R$ 17,2 mi, a receita reconhecida foi de R$ 77,0 mi, cerca de 2,9 vezes o valor contábil da área (R$ 26,2 mi). A taxa interna de retorno esperada é de 26,2% em reais e 20,9% em dólares.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado total foi de R$ 94,6 mi, alta de 47% sobre o 1T26, com margem de 28%. Sem o ganho com a venda da fazenda, o EBITDA ajustado das operações foi de R$ 43,8 mi, queda de 32%, principalmente pelo resultado de derivativos, que passou de ganho de R$ 9,6 mi para perda de R$ 3,4 mi, concentrada em soja. A receita líquida de vendas somou R$ 351,7 mi (alta de 16%), sendo R$ 300,9 mi de receita operacional, estável ante o 1T26.
A dívida líquida ajustada pelos recebíveis de venda de fazendas caiu 51% no trimestre, para R$ 136,3 mi, o equivalente a 1,05 vez o EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, ante 2,82 vezes em 30 de junho de 2026. A empresa tem R$ 626 mi a receber por vendas de fazendas, dos quais R$ 218 mi em até 12 meses. A Assembleia Geral aprovou em 21 de outubro dividendos de R$ 30,0 mi, ou R$ 0,3012 por ação, com pagamento a partir de 16 de novembro.
Para a safra 2026/27, a companhia travou 57% da soja a US$ 12,26 por bushel, comprou 94% dos fertilizantes abaixo do orçamento e plantou 68% da área de soja, 17 dias à frente da safra anterior. A área total projetada é de 164.664 hectares e a produção estimada de grãos e algodão, de 439,3 mil toneladas. Segundo a empresa, as estimativas são hipotéticas e não constituem promessa de desempenho.





