Na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, a Motiva (MOTV3) divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26). A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões, crescimento de 9,8% em relação ao 3T25, sobre uma receita líquida ajustada de R$ 3,806 bilhões, alta de 13,6% na mesma comparação. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 2,521 bilhões, avanço de 13,4%.
Segundo a empresa, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo início da operação da concessão Minas_SP, pela entrada em operação de pórticos de free flow em RioSP, Paraná e Sorocabana, além de reajustes tarifários e da evolução positiva das operações. No período, o tráfego comparável de rodovias cresceu 1,6% e o de trilhos 0,5%, enquanto as receitas complementares somaram R$ 92 milhões, aumento de 23% frente ao 3T25.
A Motiva informou que a alavancagem medida por Dívida Líquida sobre EBITDA ajustado dos últimos 12 meses recuou de 3,6x no 3T25 para 3,2x no 3T26. A redução decorre, principalmente, da conclusão da venda da plataforma de aeroportos, cujo equity value foi de R$ 5,2 bilhões, permitindo o resgate antecipado de debêntures das 17ª e 18ª emissões no montante aproximado de R$ 3,7 bilhões. A dívida bruta consolidada encerrou setembro de 2026 em R$ 40,382 bilhões, com caixa e aplicações de R$ 10,343 bilhões.
No trimestre, a companhia realizou investimentos (Capex) de R$ 2,275 bilhões, 2,9% acima do 3T25, somando R$ 5,579 bilhões nos nove primeiros meses de 2026. Os maiores aportes foram direcionados às concessões RioSP, Pantanal, SPVias e Sorocabana, além de projetos em trilhos como ViaQuatro e ViaMobilidade Linhas 8 e 9. A margem EBITDA ajustada consolidada ficou em 66,2%, praticamente estável ante os 66,4% do 3T25.
A empresa destacou ainda indicadores de rentabilidade, com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em base dos últimos 12 meses de 31,5%, ante 18,0% um ano antes, e retorno sobre o capital investido (ROIC) de 8,1%, frente a 11,0% no 3T25. O índice de eficiência operacional, medido pelo OPEX (caixa)/Receita Líquida Ajustada nos últimos 12 meses, atingiu 34,4%, redução de 1,5 ponto percentual em relação ao 3T25, desconsiderando a plataforma de aeroportos.






