A Méliuz (CASH3) aprovou em reunião do conselho realizada na quarta-feira, 5 de agosto de 2026, um novo programa de recompra de até 8.105.834 ações ordinárias, o que representa 10% das ações em circulação. A decisão considera, entre outros fatores, EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 109,6 mi nos últimos 12 meses até o segundo trimestre de 2026, ativos líquidos de aproximadamente R$ 258,8 mi em moeda fiduciária e Bitcoin e a ausência de endividamento.
O conselho também aprovou o cancelamento das 9.131.725 ações compradas no programa de recompra iniciado em outubro de 2025, concluído em nove meses. Com isso, o capital social da Méliuz passou a ser dividido em 104.171.852 ações ordinárias, o número de ações em circulação foi reduzido em 8,1% e os acionistas que permaneceram na base desde o início do programa tiveram ganho de representatividade de 8,46%, além de rendimento em Bitcoin de 8,46% desde o início da recompra, ou 11,43% em base anualizada.
No novo programa, a companhia ou suas controladas poderão adquirir as ações por até 18 meses, de 5 de agosto de 2026 a 5 de fevereiro de 2028, utilizando recursos de reservas de lucros ou de capital, quando houver compra direta em bolsa. As operações poderão ser feitas na B3 ou por meio de derivativos referenciados em ações da própria Méliuz, inicialmente com liquidação apenas financeira, tendo Itaú Corretora de Valores e BTG Pactual CTVM como instituições intermediárias. A companhia informa que não possui ações em tesouraria no momento e que a recompra não afetará sua estrutura societária nem o cumprimento de obrigações com credores.
Em paralelo, a Méliuz anunciou a ampliação de sua estratégia de tesouraria em Bitcoin, com o objetivo de aumentar a exposição ao ativo por ação no longo prazo. A empresa poderá avaliar de forma integrada sua posição em moeda fiduciária, seus ativos em Bitcoin e instrumentos financeiros relacionados para apoiar programas de recompra de ações, ajustar sua estrutura de capital ou ampliar a exposição econômica ao Bitcoin quando considerar as condições atrativas.
A companhia também poderá utilizar derivativos referenciados em Bitcoin, como compra de opções de compra (call options), venda de opções de compra cobertas (covered calls) e venda de opções de venda garantidas por caixa (cash-secured puts), sem uso de alavancagem. Segundo a administração, essa evolução da gestão de tesouraria busca dar mais flexibilidade e disciplina à alocação de capital, com foco na geração de valor aos acionistas e no aumento da exposição ao Bitcoin por ação no longo prazo.








