A Desktop (DESK3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 29,1 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), queda de 29% em relação ao 1T25. No período, a receita líquida somou R$ 321,7 mi e o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 174,5 mi, com margem de 54%.
Segundo a companhia, o resultado líquido foi afetado principalmente pelo maior nível de despesas financeiras e pelo aumento das despesas de depreciação e amortização, ligadas a investimentos em rede, instalação de clientes e tecnologia realizados nos últimos anos. A margem líquida ajustada ficou em 9%, ante 14% no mesmo período de 2025.
A receita líquida avançou 9% na comparação anual, influenciada pelo aumento da base de clientes e por ações de rentabilização, novos produtos e maturação gradual das frentes de B2B e MVNO. A Desktop encerrou março de 2026 com 1,206 mi de casas conectadas e 4,8 mi de casas passadas em sua rede, ambos com crescimento de 4% em 12 meses.
O fluxo de caixa operacional ajustado totalizou R$ 140 mi no 1T26, alta de 13% sobre o 1T25, enquanto o CAPEX ajustado foi reduzido para R$ 87 mi, o equivalente a 27% da receita líquida, ante 42% um ano antes. Com isso, o FCO mais CAPEX ajustado ficou positivo em R$ 54 mi, frente a R$ 1 mi no 1T25, e o caixa ao fim de março somou R$ 457,4 mi.
A dívida líquida da Desktop encerrou o trimestre em R$ 1,55 bi, o que representa 2,22 vezes o EBITDA proforma anualizado, abaixo das 2,41 vezes registradas no 1T25. Em 22 de março de 2026, os acionistas controladores informaram a assinatura de contrato com a Claro NXT Telecomunicações para potencial alienação de cerca de 73% do capital social, operação ainda sujeita a condições precedentes usuais e aprovações regulatórias.






