O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou, em 2025, um cenário classificado como um dos mais desafiadores de sua história, com despesas totais de provisão de R$ 18,0 bi, frente a uma média de R$ 5,3 bi entre 2014 e 2024. Segundo a instituição, a elevação histórica da inadimplência do agronegócio impactou o resultado, levando as despesas de provisão do agro a R$ 10,5 bi em 2025, ante média de R$ 868 mi no período de 2014 a 2024.

Como resposta, o banco informou ações de gestão e transparência em 2025, incluindo suspensão e revisão de projeções, ajustes táticos e maior interlocução com mercado, regulador e governo. Também foram destacadas iniciativas para transformar desafios em oportunidades, como revisão das esteiras de cobrança, nova matriz de resiliência, novo framework de garantias e foco no melhor retorno ajustado ao risco.

Apesar do ambiente adverso, o Banco do Brasil reportou geração de negócios com MFB, tarifas e resultado de equivalência patrimonial somando R$ 146,3 bi em 2025, ante R$ 147,2 bi em 2024 e R$ 134,7 bi em 2023. As empresas do conglomerado financeiro, que reúne mais de 80 companhias em segmentos como seguros, meios de pagamento, consórcios, gestão de recursos, mercado de capitais e operações no exterior, contribuíram com lucro líquido contábil de R$ 17,8 bi em 2025, após R$ 35,4 bi em 2024 e R$ 33,8 bi em 2023, com participação média de 52% no resultado ao longo da série histórica apresentada.

Na área de negócios, o banco destacou participações de mercado em 2025 de 16% na carteira de crédito, 17% em depósitos totais, 21% em poupança, 19% em câmbio exportação, 52% no agronegócio, 21% no crédito consignado, 14% no crédito do trabalhador e 34% no crédito ao setor público, além de liderança no financiamento de veículos leves usados, com 18,5% de participação via banco parceiro. No segmento de seguros, foram informados market shares de 12% em seguros de vida e prestamista, 62% em seguros rurais, 29% das contribuições e 27% das reservas em previdência, e 26% em capitalização.

O Banco do Brasil assinalou ainda a existência de uma carteira de consórcios de R$ 150 bi, com 1,7 milhão de cotas ativas, ativos sob gestão de R$ 1,8 tri na gestão de fundos de investimento e mais de 1.000 operações de mercado de capitais anunciadas em parceria com banco de investimento, somando mais de R$ 1 tri em volume financeiro desde o início da cooperação. O programa de venture capital contava com 51 startups investidas, com capital de R$ 500 mi, voltado a fintechs, agtechs, govtechs e finanças verdes, ancorado em agronegócio, governo, core bancário e temas ASG.

Na visão de resultados, o Banco do Brasil mostrou, para 2025, lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bi e retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) de 12,4%, após lucro ajustado anualizado de R$ 3,8 bi em trimestres anteriores da mesma série gráfica. A instituição afirmou ter foco e prioridade na construção de um futuro com resultado sustentável, apoiado na Agenda 30, que reúne metas claras com acompanhamento permanente. O banco informou ainda ser o primeiro banco brasileiro com projeção específica para carteira sustentável e apontou uma carteira de negócios sustentáveis de R$ 415 bi em 2025, com meta de alcançar R$ 500 bi até 2030.

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