Na quinta-feira, 16 de abril de 2026, a Eneva (ENEV3) divulgou seu release operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26), informando que a geração de energia bruta total alcançou 3.942 GWh, patamar mais de três vezes superior ao do 1T25, reflexo principalmente do maior despacho termelétrico por ordem de mérito no Sistema Interligado Nacional.
No 1T26, a produção total de gás natural da companhia somou 0,51 bilhão de metros cúbicos (bcm), sendo 0,45 bcm no Complexo Parnaíba e 0,06 bcm na Bacia do Amazonas, este último voltado ao suprimento da UTE Jaguatirica II. A Eneva encerrou o trimestre com reservas 2P de gás natural de 47,0 bcm, dos quais 37,5 bcm na Bacia do Parnaíba e 9,5 bcm na Bacia do Amazonas, já descontados os volumes produzidos até março de 2026.
Considerando todos os ativos termelétricos, o despacho médio ponderado pela capacidade instalada foi de 33% no 1T26, ante 8% no 1T25. Nas usinas abastecidas por gás próprio, o despacho médio atingiu 55%, com destaque para os complexos a gás do Parnaíba, que responderam por geração térmica bruta de 2.344 GWh, e para a UTE Jaguatirica II, em Roraima, que apresentou despacho de 77% e geração bruta de 217 GWh.
As usinas que utilizam combustíveis de terceiros registraram geração térmica bruta de 1.247 GWh no trimestre, frente a 7 GWh no 1T25, com destaque para a UTE Porto de Sergipe I, cuja geração líquida atingiu 894 GWh, e para as usinas a carvão Itaqui e Pecém II, que somaram 270 GWh de geração líquida. A geração líquida total dos ativos termelétricos da Eneva alcançou 3.591 GWh no 1T26, aumento de 327% em relação aos 841 GWh do mesmo período do ano anterior.
No segmento solar, o Complexo Futura 1, com 692,4 MWac de capacidade instalada e disponibilidade média de 98% no 1T26, registrou geração líquida de 336 GWh, praticamente em linha com o 1T25. A companhia informou ainda que foram concluídos, até o fim do trimestre, os reparos nas UTEs Parnaíba V e Pecém II, restabelecendo a disponibilidade operacional de 100% em ambas as usinas.







