Na segunda-feira, 13 de abril de 2026, a Petrobras (PETR4) informou que seu Conselho de Administração aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), após reavaliação do projeto alinhada ao Plano de Negócios 2026-2030. O investimento estimado para a conclusão da unidade é de cerca de US$ 1 bilhão, com início das operações comerciais previsto para 2029.
Segundo a companhia, a atratividade econômica do ativo foi confirmada, com Valor Presente Líquido (VPL) positivo em todos os cenários previstos pela sistemática interna de aprovação de investimentos. A decisão marca a retomada dos investimentos no segmento de fertilizantes, que havia sido interrompido em 2015, e foi retomado em 2023 com base em estudos de viabilidade técnica e econômica para ampliar o mercado de gás da Petrobras e reduzir a dependência de importação de fertilizantes no Brasil.
O processo de aprovação final passou pelas análises previstas nas práticas de governança corporativa e normativos internos. Após a deliberação das autoridades competentes da Petrobras, a empresa dará andamento à fase final de contratação e à assinatura dos contratos, com previsão de retomada das obras no primeiro semestre de 2026.
A capacidade nominal projetada da UFN-III é de cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas serão excedentes para comercialização. A unidade está localizada próxima aos principais mercados consumidores, com foco de atendimento a Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, visando maior confiabilidade diante da demanda crescente por ureia fertilizante no país.
De acordo com a Petrobras, o projeto da UFN-III incorpora equipamentos e tecnologias de última geração para elevar a eficiência industrial. A amônia será utilizada como matéria-prima para os setores de fertilizantes e petroquímico, enquanto a ureia, descrita como o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, tem consumo nacional em torno de 8 milhões de toneladas por ano, principalmente em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de uso na pecuária como suplemento alimentar para ruminantes.








