Na segunda-feira, 13 de abril de 2026, a Petrobras (PETR4) informou que o Conselho de Administração aprovou a decisão final de investimentos do projeto SEAP I, na Bacia Sergipe-Alagoas, consolidando o desenvolvimento do Sergipe Águas Profundas (SEAP). O módulo SEAP II já tinha decisão final de investimentos aprovada desde dezembro de 2025 e, juntos, os dois projetos preveem investimentos totais superiores a R$ 60 bilhões e produção de mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe).
Segundo a companhia, a viabilização dos projetos decorreu de iniciativas conduzidas com o mercado fornecedor, com otimizações de projeto e revisão de termos e condições contratuais, elevando a atratividade econômica de SEAP I e SEAP II, que apresentam Valor Presente Líquido (VPL) positivo nos três cenários corporativos. As condições alcançadas permitiram estruturar negociação conjunta das plataformas P-81 e P-87, o que ampliou o retorno financeiro e possibilitou a inclusão do SEAP I na Carteira em Implantação Base.
A Petrobras realizou processo de contratação para construção de duas unidades de produção do tipo FPSO (navio-plataforma para produção, armazenamento e transferência de petróleo), na modalidade Build, Operate and Transfer (BOT), em que a contratada projeta, constrói, monta e opera o ativo por período definido antes da transferência à companhia. A SBM Offshore será responsável pelas duas plataformas, que terão capacidade instalada conjunta de até 240 mil barris de óleo por dia e processamento diário de 22 milhões de metros cúbicos de gás natural. A assinatura dos contratos está prevista para maio de 2026, e o início da produção de SEAP II está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031; a produção de SEAP I está prevista para após o horizonte do Plano Estratégico 2026-30.
O SEAP é descrito como estratégico para ampliar a disponibilidade de gás natural no país, fortalecer a infraestrutura energética nacional e abrir nova fronteira de produção na região Nordeste. Além dos dois FPSOs, o empreendimento inclui a construção e interligação de 32 poços e a implantação de um gasoduto de escoamento de cerca de 134 km, sendo 111 km em trecho marítimo e 23 km em terra. Já está em andamento a licitação para fornecimento de Árvores de Natal Molhadas (ANMs) e equipamentos submarinos, e a Petrobras prevê iniciar ainda em 2026 as licitações para as demais infraestruturas.
No SEAP I, com jazidas de óleo leve nos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste e Palombeta, nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11, a Petrobras é operadora com 60% em BM-SEAL-11, em parceria com a IBV Brasil Petróleo (40%), e detém 100% de BM-SEAL-10; essa unidade terá capacidade de produzir 120 mil barris de petróleo por dia e processar 10 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente. No SEAP II, que abrange jazidas de óleo leve nos campos de Budião, Budião Noroeste e Palombeta, nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, a Petrobras opera BM-SEAL-4 com 75% de participação em parceria com a ONGC Campos Limitada (25%) e detém 100% de BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, com capacidade prevista de 120 mil barris de petróleo por dia e 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.






