Na quarta-feira, 15 de abril de 2026, a Helbor Empreendimentos (HBOR3) divulgou a prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26), informando que as Vendas Brutas Totais alcançaram R$ 421,3 milhões. O valor representa retração de 31,9% em relação ao 1T25, influenciada pelo desempenho do lançamento Supreme Anália Franco naquele período, e queda de 36,4% frente ao 4T25, quando houve forte venda do projeto Neo Concept.
No 1T26, a participação da Helbor nas vendas brutas foi de 54,0%, com R$ 192,8 milhões reconhecidos no resultado consolidado e R$ 33,6 milhões via equivalência patrimonial. A velocidade de vendas (VSO, percentual do estoque vendido no período) total foi de 12,5%, enquanto o VSO da parte Helbor ficou em 10,9%. As vendas do trimestre foram compostas por 54,9% de unidades em construção, 24,2% de unidades prontas e 20,9% de lançamentos.
As vendas concentraram-se nos segmentos médio, com R$ 192,4 milhões, e médio alto, com R$ 125,1 milhões, enquanto o segmento econômico somou R$ 7,6 milhões. Os distratos chegaram a R$ 122,6 milhões, referentes a 124 unidades, dos quais 67,6% ligados à Helbor, e todas as unidades canceladas foram revendidas ainda no trimestre, com ganho médio de preço de 7% sobre o valor original.
Em lançamentos, a Helbor iniciou dois empreendimentos no 1T26: Nova Vivere, em São Paulo, em parceria com a Tegra, no qual detém 18,3% de participação, e Parque Clube Ipoema, em Mogi das Cruzes, de capital 100% Helbor. O VGV total líquido dos lançamentos foi de R$ 469,7 milhões, dos quais R$ 153,6 milhões correspondem à participação da companhia. O VSO total desses projetos atingiu 18,8%, e o VSO Helbor foi de 26,1%.
Ao fim do 1T26, o landbank da Helbor somava VGV bruto potencial de R$ 11,9 bilhões, com 72% de participação da companhia. No trimestre, a empresa também firmou Memorando de Entendimentos com a Cyrela e a HESA 159 para possível aquisição de participação na HESA 159 pela Cyrela e desenvolvimento conjunto de empreendimento habitacional enquadrado no programa Minha Casa Minha Vida no terreno Semp Toshiba, em São Paulo. Em repasses, o total movimentado no 1T26 foi de R$ 277,2 milhões, com participação da Helbor de 64%, montante 41,9% menor que no 1T25 e 34,8% abaixo do 4T25, reflexo da ausência de entregas no período.







