Na quinta-feira, 26 de março de 2026, a Paranapanema (PMAM3) divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25), quando registrou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo de R$ 258 milhões. O desempenho foi impactado pelo reconhecimento de perda por redução do valor recuperável de alguns ativos, no montante de R$ 245 milhões, em função da hibernação da unidade de Dias d’Ávila, na Bahia. O EBITDA ajustado no período foi positivo em R$ 13 milhões.
No 3T25, a receita líquida consolidada atingiu R$ 170 milhões, um crescimento de 27% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, reflexo do aumento da modalidade de vendas Integral na Eluma e do maior volume de vendas na unidade Caraíba. O volume total de vendas de produtos de cobre somou 9.397 toneladas, queda de 11% na comparação anual, influenciada pela retração de mercado na Eluma, parcialmente compensada pelo avanço das vendas da Caraíba.
A companhia reportou custos fixos, incluindo ociosidade, de R$ 82 milhões no 3T25, reduzindo a relação entre custos fixos e receita líquida de 63% para 48%, resultado do aumento de receita aliado ao controle de custos. O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 13 milhões, sustentado por melhor mix de vendas, maior eficiência operacional e negociações com fornecedores e compromissos tributários, embora o aumento de estoques e a quitação de tributos tenham reduzido esse fluxo ao longo dos trimestres.
No campo financeiro e de capital, a Paranapanema segue em recuperação judicial. Em 18 de agosto de 2025, o conselho de administração homologou parcialmente aumento de capital social por subscrição privada de ações, voltado à capitalização de créditos de determinados credores, dentro do 6º processo de aumento de capital e conversão previsto no plano de recuperação judicial. Em 17 de setembro de 2025, o conselho aprovou novo aumento de capital, também por subscrição privada, incluindo a possibilidade de que credores com créditos não sujeitos à recuperação judicial capitalizem esses valores, conforme condições definidas pelo conselho.
O plano de recuperação judicial, disponível no site de relações com investidores da empresa, prevê medidas como retomada das operações, concessão de prazos e condições especiais para pagamento de créditos, venda parcial de ativos do grupo e obtenção de novos financiamentos. Em 24 de outubro de 2025, foi aprovado o terceiro aditivo ao plano. No balanço de 3T25, em função do não pagamento de parcela da dívida do Acordo Global no 4T22, a companhia mantém reclassificados para o curto prazo R$ 1.689,9 milhões em dívidas em renegociação, o que deixa cerca de 90% do endividamento com vencimento de curto prazo, enquanto segue negociando com credores pedido de waiver de covenants e acordo de standstill.






