O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou, em apresentação institucional referente ao 4T25, sua estratégia corporativa para o período de 2025 a 2029, com metas quantitativas para 2026. O banco projeta margem financeira líquida entre R$ 53,4 bi e R$ 54,3 bi em 2026, acima do valor de R$ 41,2 bi registrado em 2025, apoiada em crescimento qualificado da carteira de crédito e em uma matriz de resiliência e framework de garantias.

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Para 2026, o BB estima expansão da carteira de crédito entre 0,5% e 4,5%, margem financeira bruta entre 4% e 8% e custo do crédito entre R$ 53 bi e R$ 58 bi. As metas por segmento indicam crescimento de 6% a 10% para pessoa física, retração de 3% a 1% para empresas e variação de 2% a 2% para agronegócio, com foco em crédito consignado público, crédito do trabalhador, públicos estratégicos e integração com a Cielo na área de adquirência e serviços de cash.

No mercado de capitais, o Banco do Brasil pretende avançar em originação e distribuição, mantendo a originação qualificada com uso de fundos garantidores para empresas e reforçando a parceria histórica com o agronegócio, do agricultor familiar ao grande produtor. Em 2025, o banco registrou distribuição de R$ 5,2 bi em JCP (Juros sobre Capital Próprio), payout de 30% e pagamento de R$ 0,91 em JCP e dividendos por ação, com base em um total de 5.730.834.040 ações e 49,6% de ações em circulação.

A instituição também apresentou indicadores de mercado das ações BBAS3. Entre março de 2023 e dezembro de 2025, o preço ajustado por proventos variou de R$ 15,69 para R$ 21,74, enquanto o Ibovespa passou de 101,9 mil para 161,1 mil pontos. Em 2025, foram distribuídos R$ 5,2 bi em dividendos e JCP, o lucro por ação somou R$ 3,18, o rendimento em dividendos foi de 4,1% em dezembro de 2025 e a relação preço/valor patrimonial ficou em 0,67. Em 18 de fevereiro de 2026, o preço-alvo médio de BBAS3 indicado por analistas era de R$ 25,44, com 3 recomendações de compra, 10 de manutenção e 1 de venda.

No eixo de sustentabilidade, o Banco do Brasil detalhou compromissos para 2030. A carteira de crédito sustentável somou R$ 415,1 bi em dezembro de 2025, com meta de alcançar saldo de R$ 500 bi até 2030, incluindo R$ 200 bi em agricultura sustentável, R$ 30 bi em energia renovável, R$ 100 bi em desembolsos para eficiência municipal e estadual e R$ 5 bi em bioeconomia. O banco ainda pretende captar R$ 100 bi em recursos sustentáveis e atingir R$ 30 bi em fundos de investimentos sustentáveis até 2030, além de metas de diversidade que preveem 50% de mulheres e 50% de pretos, pardos, indígenas e outras etnias sub-representadas em cargos de liderança até 2030.

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