A Petrobras (PETR3; PETR4) registrou em 2025 lucro líquido sem eventos exclusivos de R$ 100,9 bi e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado sem eventos exclusivos de R$ 244,3 bi, em um cenário de queda de 14% no preço do Brent em relação a 2024. Considerando eventos exclusivos, o lucro líquido totalizou R$ 110,1 bi no ano.
Em 2025, a companhia apurou receita de vendas de R$ 497,5 bi, alta de 1,4% frente a 2024, e lucro bruto de R$ 237,0 bi, queda de 3,8% na mesma comparação. O fluxo de caixa operacional somou R$ 200,3 bi e o fluxo de caixa livre foi de R$ 91,6 bi. No 4T25, o lucro líquido dos acionistas da Petrobras foi de R$ 15,6 bi e o lucro líquido sem eventos exclusivos alcançou R$ 25,7 bi.
No 4T25, o EBITDA ajustado sem eventos exclusivos atingiu R$ 59,0 bi, queda de 9,4% em relação ao 3T25, refletindo principalmente a redução de 7,8% do Brent e menores vendas de derivados no mercado interno, parcialmente compensadas por maior volume de petróleo vendido. No acumulado de 2025, o EBITDA ajustado foi de R$ 237,2 bi e o indicador dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses ficou em 1,42 vez.
A empresa informou investimentos de US$ 20,3 bi em 2025, alta de 22,2% sobre 2024, dos quais cerca de 84% em Exploração e Produção. O ano teve início de operação dos FPSOs Almirante Tamandaré, Alexandre de Gusmão e da unidade própria P-78, acrescentando capacidade nominal de 585 mil barris de óleo por dia. Em 31 de dezembro de 2025, a dívida bruta somava US$ 69,8 bi e a dívida líquida US$ 60,6 bi.
Em termos de caixa, a Petrobras encerrou 2025 com R$ 35,6 bi em caixa e equivalentes de caixa e R$ 50,6 bi em disponibilidades ajustadas. No ano, os recursos operacionais de R$ 200,3 bi e captações de R$ 29,6 bi foram usados principalmente para investimentos de R$ 108,7 bi, amortização de passivos de arrendamento de R$ 52,4 bi, remuneração aos acionistas de R$ 45,2 bi e amortização de principal e juros de financiamentos de R$ 28,9 bi.







