Na quinta-feira, 5 de março de 2026, o Grupo Fleury (FLRY3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 96,3 mi no 4T25, crescimento de 14,7% em relação ao 4T24, com margem de 4,7%. No período, a receita bruta somou R$ 2,238 bi, alta de 12,2% sobre o mesmo trimestre do ano anterior, puxada pelo crescimento de 13,4% no B2C, 4,1% no B2B e 24,4% nos chamados Novos Elos, que reúnem clínicas e serviços além da medicina diagnóstica tradicional.
No 4T25, a receita líquida alcançou R$ 2,061 bi, avanço de 12%, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 455,9 mi, 12,5% acima do 4T24, com margem de 22,1%. O lucro bruto somou R$ 490,1 mi, aumento de 8%, e a margem bruta ficou em 23,8%. O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 116,4 mi, em um ambiente de juros básicos de 15,0% ao ano em dezembro de 2025.
No acumulado de 2025, a receita bruta do Fleury atingiu R$ 9,003 bi, crescimento de 8,2% sobre 2024, e a receita líquida foi de R$ 8,291 bi, alta de 7,9%. O EBITDA do ano totalizou R$ 2,135 bi, avanço de 7,7%, com margem estável de 25,8%, enquanto o lucro líquido foi de R$ 612,8 mi, praticamente em linha com 2024, com margem de 7,4%. O retorno sobre o capital investido (ROIC) encerrou 2025 em 16,6%, 260 pontos-base acima do nível observado no 2T23, período da combinação de negócios com o Hermes Pardini.
A empresa informou que o fluxo de caixa operacional em 2025 foi de R$ 2,134 bi, crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior, o que representa conversão de 99,9% do EBITDA. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses, encerrou 2025 em 1,0 vez, com dívida líquida de R$ 2,183 bi e dívida bruta de R$ 4,458 bi. Segundo a companhia, desde 2023 foram realizadas operações de gestão da dívida que reduziram o custo médio para CDI + 0,95%.
No detalhamento das unidades de atendimento, a receita bruta cresceu 13,4% no 4T25, para R$ 1,536 bi, com destaque para as marcas de São Paulo fora da bandeira Fleury, que avançaram 25,5% (12,0% orgânico), e para Minas Gerais, com alta de 21,3% (14,4% orgânico). O volume de exames chegou a 40,9 milhões no trimestre, aumento de 13,6%, enquanto os atendimentos somaram 3,9 milhões, 4,0% acima do 4T24; a receita bruta por exame ficou em R$ 37,6, praticamente estável.







