O Banco do Brasil (BBAS3) informou em quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, que pediu aos órgãos competentes a repactuação do cronograma de devolução do seu Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD, título que conta como capital e dívida) contratado com o Tesouro Nacional desde 2012. Dos R$ 8,1 bi originalmente emitidos, restam R$ 4,1 bi a serem liquidados conforme o cronograma aprovado em 2021.

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Considerando a dinâmica do resultado no decorrer de 2025, o Banco do Brasil solicitou diferir a devolução desse saldo em quatro etapas: duas parcelas anuais de R$ 100 mi em julho de 2026 e julho de 2027, uma parcela de R$ 1 bi em julho de 2028 e uma parcela de R$ 2,9 bi em julho de 2029.

Segundo o comunicado, a repactuação proposta faz parte de um conjunto de medidas prudenciais adotadas desde 2025 para reforço de capital, alinhadas ao plano de capital de médio prazo do Banco do Brasil, que inclui a redução do payout para 30% em 2025 e 2026. Se aprovada, a medida preservará o capital em 8 pontos-base (bps) em 2026 e 2027, com consumo de 8 bps em 2028 e 22 bps em 2029.

Até a conclusão da análise do pedido de repactuação pelos órgãos competentes, permanece válido o cronograma de devolução do IHCD aprovado em 2021.

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