A Minerva (BEEF3) concluiu nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, a oferta de sua 19ª emissão de debêntures simples, em série única, no montante de R$ 107 milhões, com remuneração de CDI + 1,00% a.a. e vencimento em 17/01/2036. Assinado pelo diretor de Finanças e RI, Edison Ticle, o comunicado reforça o objetivo de aprimorar a estrutura de capital ao alongar prazos em moeda local e diversificar fontes de financiamento. Este movimento dá continuidade ao ciclo de liability management e redução de risco de refinanciamento, consolidado pela recompra antecipada e cancelamento do bond 2028 ao par, somada às recompras do 2031 em 2025, que reduziram a exposição em dólar e a despesa financeira futura.
Ao ancorar parte do passivo em CDI de longo prazo, a companhia ganha flexibilidade para atravessar o ciclo pecuário com menor volatilidade cambial e maior previsibilidade de caixa, preservando liquidez sem abrir mão da disciplina de alocação. Essa arquitetura financeira é coerente com o equilíbrio entre desalavancagem e retorno ao acionista demonstrado nos dividendos intercalares aprovados em dezembro de 2025, quando a empresa vinculou a remuneração à forte geração de caixa e à melhora do balanço. A nova emissão, portanto, funciona como a próxima etapa: alonga duration doméstica, mantém a trajetória de redução do custo de capital e reforça a capacidade de arbitrar janelas de mercado com prudência.
Em paralelo, a execução dessa agenda financeira depende de governança ativa e ritos de supervisão sólidos. Nesse sentido, a continuidade dos controles e da auditoria ganha relevo após a transição no Comitê de Auditoria e no Conselho comunicada em 1º de dezembro de 2025, que preserva a cadência de avaliação de riscos, compliance e qualidade das demonstrações. A combinação de passivo mais longo em reais, menor exposição a bonds em dólares e monitoramento rigoroso sustenta a narrativa iniciada em 2025: menos dívida cara, mais duration e um mix de funding alinhado à geração de caixa operacional.







