Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026 — A Vale (VALE3) informou ter recebido ofício da Prefeitura de Congonhas determinando a suspensão dos alvarás de funcionamento relacionados às atividades nas unidades de Fábrica e Viga e a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental. Em resposta, a companhia interrompeu as operações nessas duas unidades, reiterou que as barragens na região seguem estáveis, com monitoramento 24/7, e que se manifestará tempestivamente sobre as ações demandadas, colaborando integralmente com as autoridades. A empresa também reforçou que seus guidances seguem inalterados, conforme o Formulário de Referência, em comunicado assinado pelo VP de Finanças e RI, Marcelo Bacci.
Este movimento consolida a resposta operacional e a cadência de comunicação que a Vale vem adotando no período chuvoso em Minas Gerais. Na véspera, a companhia já havia delimitado causas e impactos de ocorrências hídricas, sem relação com barragens, preservando segurança e previsibilidade operacional. O desdobramento atual — com adoção de medidas emergenciais e suspensões localizadas — dá continuidade ao rito de “investigar, mitigar e comunicar” observado nos extravasamentos de água registrados em Congonhas e Ouro Preto no domingo (25), quando a empresa destacou monitoramento 24/7 e impactos limitados. Ao manter a transparência e acionar prontamente protocolos, a Vale busca isolar efeitos operacionais, absorvendo o evento sem romper a execução do plano, enquanto coordena, com o poder público, as ações de controle e recuperação ambiental.
A decisão de suspender atividades e intensificar o controle ambiental também se alinha à governança hídrica institucionalizada pela companhia, que elevou a gestão de riscos de água e efluentes ao nível corporativo, com papéis definidos, auditorias e integração dos planos locais (PGRHE). Esse arcabouço fortalece o aprendizado em tempo real, a integração entre operações e gestão de risco e a prestação de contas às autoridades. Em outras palavras, o capítulo de hoje representa a aplicação prática das diretrizes da Política de Água e Recursos Hídricos (POL‑0032‑G) aprovada em 9/12/2025, que padroniza métricas, monitoramento e respostas para reduzir a volatilidade típica do regime de chuvas e sustentar a licença para operar em diferentes bacias hidrográficas.
Ao reafirmar que os guidances permanecem inalterados, a Vale preserva a previsibilidade e a disciplina de comunicação com o mercado, evitando ajustes precipitados enquanto avalia tecnicamente as determinações municipais e seus eventuais impactos operacionais. Essa postura é coerente com a distinção entre ambição e guidance reafirmada ao responder ao Ofício nº 10/2026 da CVM, quando a companhia reiterou que mudanças de premissas devem ocorrer por canais formais e com o devido enquadramento regulatório. Assim, a empresa mantém a ancoragem das expectativas em projeções oficiais, ao mesmo tempo em que executa medidas emergenciais e colabora integralmente com as autoridades, reduzindo ruído informacional às vésperas das próximas divulgações operacionais e financeiras.







