Em 9 de dezembro de 2025, a Vale aprovou a Política de Água e Recursos Hídricos (POL-0032-G, versão 01), via DDE 095/2025, instituindo diretrizes, governança e metas alinhadas ao Plano Estruturante de Recursos Hídricos e à Meta Água 2030 (criada em 2018). O objetivo é “uso da água racional, socialmente equitativo, ambientalmente sustentável e economicamente viável”, com pilares de gestão de riscos hidrológicos, proteção e regeneração dos recursos e participação das partes interessadas. A governança eleva o reporte de riscos hídricos ao Conselho, apoiado por Comitês Executivos de Riscos, por um Fórum corporativo de Recursos Hídricos e Efluentes e por Grupos Técnicos nas operações. A Diretoria de Sustentabilidade Corporativa definirá diretrizes, reconhecerá a Pessoa Qualificada (PQ), apoiará tecnicamente e monitorará o desempenho e a Meta Água 2030; a PQ coordenará o PGRHE nas unidades. A Auditoria e Conformidade avaliará a efetividade de disseminação, e Finanças/RI fará a divulgação oficial. A política entra em vigor na data da aprovação e será revisada até 17/11/2030.

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Em termos estratégicos, a decisão consolida o arcabouço ESG da companhia ao transformar compromissos em regras operacionais com papéis, ritos e métricas. O movimento dá continuidade à integração de clima, risco físico e governança inaugurada pela Política de Mudanças Climáticas (versão 03), que formalizou metas de net zero até 2050 e reporte IFRS S2 atrelado a incentivos. Ao migrar de compromissos climáticos para diretrizes hídricas integradas ao Plano Estruturante 2030, a Vale padroniza responsabilidades, fortalece a gestão de riscos em bacias hidrográficas distintas e explicita como engajar comunidades e stakeholders. O desenho de PQ, fóruns técnicos e auditoria consolida as três linhas de defesa e reduz assimetrias entre operação, gestão de riscos e Conselho, criando previsibilidade para planejamento operacional e licenciamento.

Na prática, a governança hídrica reforça frentes já priorizadas em segurança de estruturas e gestão de barragens. Em seu encontro com investidores, a administração reportou conformidade total com o GISTM em 2025 e avanço no programa de descaracterização, ancorando a agenda de segurança operacional. A nova política formaliza como riscos hidrológicos e de efluentes serão mapeados, mitigados e reportados, cria cadência de metas até 2030 e integra planos locais (PGRHE) à estratégia corporativa, condição para manter licença para operar e reduzir volatilidade em períodos de seca ou cheias. Para investidores, isso tende a diminuir o prêmio de risco socioambiental, orientar capex de manutenção e licenciamento e melhorar a previsibilidade de custos, ao padronizar monitoramento, resposta e transparência de indicadores críticos.

Do ponto de vista de governança, a atribuição explícita de papéis a Auditoria, Jurídico, Sustentabilidade e Finanças/RI ecoa o reforço de controles e accountability observado na Política Anticorrupção (versão 03), que detalhou due diligence de terceiros, reporte ao Conselho e dever de uso do Canal de Denúncias. Ao alinhar integridade, clima e água em políticas corporativas com revisão periódica e reporte até o topo, a Vale sinaliza continuidade estratégica, disciplina de riscos e coerência regulatória — elementos que sustentam decisões de alocação de capital, estabilidade operacional e competitividade do portfólio no longo prazo.

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