A Eneva encerra o 4T25 com aceleração operacional: a geração bruta de 6.228 GWh avançou 54% vs. 3T25 e 48% vs. 4T24, sustentada por despacho por mérito e inflexibilidades, com destaque para Porto de Sergipe I (52% de despacho) e maior participação de usinas a combustível de terceiros (46% do total, ante 21% no 4T24). No upstream, a produção de gás atingiu 0,69 bcm, e as reservas 2P fecharam em 44 bcm, reforçando a integração gás–energia. Este resultado consolida a virada operacional iniciada ao longo de 2025, com recomposição de mérito, migração para receitas de capacidade e preparação para o LRCAP 2026, como sinalizado no comunicado de dezembro de 2025 que reafirmou o foco na execução, a migração para CRCAPs e a preparação para o LRCAP 2026.
Em preços e contratos, a companhia adiciona previsibilidade e opcionalidade: os CVUs de Parnaíba II, III, VI e Jaguatirica II foram reajustados em novembro, enquanto ANEEL definiu CVUs para operação merchant de Viana 1, Povoação 1 e LORM/LORM 1 a partir de janeiro de 2026. A Eneva também calibrou CVUs de ponta (Parnaíba I/III/IV e Porto de Sergipe I), maximizando captura em janelas de demanda, ao mesmo tempo em que acelerou a transição para receitas de capacidade com o início antecipado do CRCAP 2021 de Parnaíba IV e Geramar I/II (out/25), após a antecipação de Viana (ago/25). Ainda sem despacho na nova modalidade de CVUs diferenciados até a divulgação, a LORM opera 100% merchant entre jan–jun/26 e migra ao CRCAP em jul/26; os ativos oriundos do PCS (150 MW) ficam posicionados para o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, com suprimento previsto a partir de ago/26. Em síntese, a combinação entre blocos contratados (CRCAPs) e janelas merchant indica uma gestão ativa de volatilidade e de caixa, diferente do observado em trimestres de menor mérito, e sustenta o aumento de geração líquida (5.577 GWh, +52% a/a).
Do lado de governança e alocação de capital, o avanço simultâneo de upstream (reservas em Parnaíba e Amazonas), contratos de capacidade e arbitragem de CVUs requer curadoria técnica no eixo de E&P para manter disciplina e priorizar monetização do gás onde a elasticidade de valor é maior. Esse desenho estratégico se alinha ao reforço do eixo de E&P com a eleição de Renato Bertani ao Conselho, que fortalece a tomada de decisão integrada em um ciclo de execução intensa. Assim, o 4T25 funciona como capítulo que confirma a tese: previsibilidade via CRCAPs, opcionalidade merchant calibrada por CVUs, e a integração gás–energia suportando a resiliência para 2026.







