A Lavvi (LAVV3) reportou uma prévia operacional sólida no 4T25: lançamentos de R$ 1,8 bi (100%), vendas de R$ 1,4 bi (100%) e VSO trimestral de 32% — a melhor do ano. Em 2025, foram R$ 3,7 bi em lançamentos (100%) e R$ 3,1 bi em vendas (100%), com VSO anual de 52%. O trimestre trouxe quatro projetos, combinando high-end e segmento econômico: Casa Cerâmica (SCS; R$ 782 mi; 55% Lavvi; praticamente 100% vendido em 1 semana), Zen Cyrela & Yoo (Ibirapuera; 50%; equivalência patrimonial), Novvo Anália Franco e a 2ª fase do Novvo Vila Prudente. Este movimento dá continuidade à estratégia de mix high-end + Novvo e pipeline premium (Ipê, Clodomiro e Hípica), com VSO de 54% no LTM do 3T25, reforçando a combinação de endereços icônicos com giro no segmento de acesso.
Na comparação anual, as vendas líquidas %Co do 4T25 somaram R$ 719 mi (-17% vs. 4T24), com distratos de R$ 63 mi e revendas ágeis, enquanto os lançamentos %Co de 2025 (R$ 2,4 bi) ficaram próximos das possibilidades indicadas para o ano — embora sem configurar guidance. A rápida absorção do Casa Cerâmica evidencia poder de precificação em praças premium e confirma a tese de balancear tíquete e velocidade com 61% dos lançamentos consolidados e 39% via equivalência patrimonial. No front de crescimento, o landbank encerrou em R$ 8,8 bi (100%) — com destaque para a área ao lado do Clube Hípico de Santo Amaro (VGV potencial de R$ 2,5 bi; 60% Lavvi) prevista para o 1º semestre de 2026 — e uma opção em Santo Amaro (~R$ 251 mi) voltada ao segmento econômico, reiterando a mesma lógica de portfólio dual.
Do lado financeiro, o consumo de caixa no 4T25 foi de R$ 40 mi (ou +R$ 58 mi ex-terrenos), e em 2025 totalizou R$ 114 mi (ou +R$ 377 mi ex-terrenos), sinalizando que a intensidade de lançamentos e aquisições de terrenos foi calibrada com geração operacional. A disciplina de capital e a previsibilidade de resultados mostradas ao longo do ano se traduziram no dividendo adicional de R$ 150 milhões aprovado em novembro de 2025, sem comprometer o ciclo 4T25–2026. Em conjunto com a arquitetura de funding já estruturada para casar captação com o cronograma de obras, o avanço do landbank e o pipeline na Hípica apontam para continuidade de execução: lançar, vender e apropriar margens com equilíbrio entre crescimento e retorno ao acionista.







