Na prévia operacional do 4T25, a Even reportou vendas líquidas de R$ 678 milhões (R$ 523 milhões % Even) e VSO consolidada de 13%. No acumulado de 2025, as vendas líquidas somaram R$ 2,7 bilhões (R$ 2,0 bilhões % Even), alta de 46% ante 2024. Os lançamentos do 4T25 totalizaram R$ 881 milhões em VGV (R$ 351 milhões % Even), distribuídos entre Plenitude Melo Alves (luxo, em parceria com a RFM, no Jardins), GO Madalena e Hub Perdizes. No ano, os lançamentos alcançaram R$ 2,5 bilhões (% Even), crescimento de 35%. As vendas de estoque foram de R$ 462 milhões no trimestre e R$ 1 bilhão em 2025 (% Even), com VSO de 12% no 4T. Os distratos somaram R$ 38 milhões no 4T25 (R$ 36 milhões % Even) e R$ 226 milhões no ano (% Even). Houve a entrega de um empreendimento em São Paulo (VGV de R$ 85 milhões; 161 unidades). Os números são preliminares e não auditados, sujeitos a revisão.
Este desempenho consolida a continuidade da estratégia de financiar um pipeline premium em São Paulo com capital próprio e disciplina. A base foi reforçada pelo aumento de capital de R$ 100 milhões por capitalização de lucros, sem emissão de novas ações, que elevou a robustez do patrimônio sem diluição e deu previsibilidade para sustentar lançamentos de maior tíquete. Ao casar a geração de caixa advinda de vendas e entregas com uma estrutura de capital mais densa, a companhia ganhou folga para acelerar lançamentos (R$ 2,5 bi % Even em 2025) e ampliar a venda de estoque (R$ 1 bi % Even no ano), mantendo distratos em patamar administrável e favorecendo a rotação do portfólio.
No eixo de passivos, a agenda foi complementada pelo alongamento de dívida via 17ª emissão de debêntures lastreadas em CRIs, com prazo de 7 anos, voltada ao casamento de prazos com recebíveis dos projetos de ciclo longo. Essa arquitetura reduz risco de refinanciamento e sustenta a fase de monetização de empreendimentos de maior valor — como os lançamentos do 4T25 (Plenitude Melo Alves, GO Madalena e Hub Perdizes) —, ajudando a preservar liquidez mesmo com um mix mais premium. Com VSO consolidada de 13% no trimestre e avanço expressivo nas vendas anuais, a companhia sinaliza capacidade de absorção consistente, o que é crucial para acelerar repasses e manter a desalavancagem no radar.
Do lado societário, a estabilidade da base de longo prazo foi reforçada pelo ajuste da participação da Real Investor para 9,83%, mantendo a gestora como acionista relevante com postura não ativista. Esse perfil tende a reduzir ruído em janelas de captação e a apoiar decisões de funding e reinvestimento, elemento-chave para sustentar um ciclo de lançamentos mais intensos. Em conjunto, capital fortalecido, passivos alongados e execução comercial crescente formam uma narrativa coerente: 2025 marca a aceleração de uma tese focada em São Paulo, com produtos de maior valor, giro de estoque mais saudável e disciplina em distratos — ainda que os dados sejam preliminares e sujeitos a ajustes.







