Em 13/01/2026, o Assaí informou que o BTG Pactual reduziu sua participação para 62.710.200 ações ON (4,67%) e diminuiu a exposição vendida via equity TRS para 64.890.900 ASAI3 (4,83%). Em 26/11/2025, o banco havia reportado 67.891.500 ações (5,05%) e exposição vendida de 66.868.600 (4,94%). O BTG ressaltou que se trata de operações financeiras usuais, sem objetivo de alterar o controle ou a administração, sem meta de participação específica e sem acordos de voto além do TRS, solicitando ainda a atualização imediata à CVM/B3 e no Formulário de Referência.
Este ajuste consolida a narrativa de rotação ordenada da base acionária com uso de instrumentos derivativos cash-settled e preservação de governança. É o espelho da estrutura observada na participação relevante de Snapper Rocks e WHG, com TRS junto ao BTG e submissão ao CADE, quando o lado comprado dos TRS somou exatamente 66.868.600 ações — o mesmo notional então informado como exposição vendida pelo BTG. Ao reduzir o short notional e a fatia acionária, o banco ajusta o balanço entre exposições econômicas e posições proprietárias, mantendo a neutralidade declarada sobre controle e gestão e reforçando a liquidez do free float sem alterar a estratégia corporativa do Assaí.
Do ponto de vista de governança e disclosure, a decisão de atualizar de imediato CVM, B3 e o Formulário de Referência está alinhada ao padrão de transparência reforçado nos esclarecimentos ao Ofício da CVM sobre TRS e fair disclosure, quando a companhia detalhou a composição entre ações e exposições econômicas e reiterou ausência de acordos de voto. Esse fluxo informacional consistente reduz ruído sobre derivativos, delimita direitos políticos e sustenta a previsibilidade necessária para a agenda de desalavancagem, capex seletivo e maturação de lojas comunicada ao mercado.
Em paralelo, o recuo tático do BTG convive com entradas e recomposições de investidores financeiros, evidenciando um free float dinâmico sem mudança de diretrizes: a BlackRock, por exemplo, retornou ao patamar relevante logo em seguida, superando 5% do capital na BlackRock volta a superar 5% do capital em 14/01/2026. Em conjunto, os movimentos confirmam a continuidade: base acionária ativa, instrumentos de mercado usados de forma transparente e a administração focada na execução do atacarejo, sem interferência na governança.







