O Assaí (ASAI3) respondeu ao Ofício nº 244/2025/CVM/SEP/GEA-2 esclarecendo que a única comunicação recebida dos investidores Ederson e Everton Muffato e dos fundos Snapper Rocks Strategy e WHG Apache foi uma correspondência enviada no fim de 26/11/2025. Segundo a empresa, essa carta — anexada poucas horas depois, já por volta da meia-noite de 27/11 — informava que, naquela data, os fundos eram titulares de 4,91% do capital em ações, enquanto o restante da exposição decorre de TRS (Total Return Swap) com liquidação exclusivamente financeira. A companhia disse desconhecer qualquer outro fato envolvendo negociações com valores mobiliários próprios e reiterou que só recebeu a comunicação prevista no art. 12 da Resolução CVM 44/21 relativa a 26/11. Na prática, o esclarecimento público reafirma o conteúdo já divulgado na correspondência de 26/11/2025 que notificou a participação relevante, detalhou a exposição via TRS, declarou ausência de intenção de influenciar o controle e informou a submissão ao CADE.

Continua após o anúncio

Ao inserir esse ofício no contexto recente da base acionária, percebe-se continuidade de uma rotação ordenada e transparente: o uso de TRS “cash-settled” confere exposição econômica sem direitos políticos, preservando a governança enquanto a CVM exerce supervisão e a companhia mantém o fair disclosure ao divulgar rapidamente documentos materiais. Esse arranjo reduz ruídos de mercado e garante previsibilidade na execução, mesmo com investidores setoriais entrando no free float. O movimento também dialoga com outras mudanças recentes na base, notadamente a alienação de participação relevante comunicada pela BlackRock em novembro de 2025, que ilustrou a rotação típica de institucionais financeiros sem alteração de controle ou de diretrizes corporativas.

Estratégicamente, a presença de investidores com histórico no varejo alimentar — mas em posição minoritária, sem acordos de voto e com parte relevante da exposição em instrumentos financeiros — tende a enriquecer a interlocução técnica sem desviar a administração da agenda já comunicada ao mercado. Essa agenda prioriza disciplina de capital, maturação de lojas e desalavancagem, sustentando previsibilidade operacional e financeira; diretrizes que foram reiteradas no guidance para 2026, com capex de cerca de R$ 700 milhões e 10 aberturas. Em síntese, o atendimento ao ofício da CVM consolida a narrativa de continuidade: governança preservada, base acionária dinâmica e execução fundamentada em retorno sobre capital, com o Assaí reforçando transparência e estabilidade estratégica mesmo diante de movimentos táticos de acionistas.

Publicidade
Tags:
AssaiASAI3