Na segunda-feira, 24 de novembro de 2025, a Cury (CURY3) aprovou a distribuição de dividendos intercalares de R$ 250 milhões, equivalentes a R$ 0,8565307910 por ação ordinária. Terão direito aos proventos os acionistas posicionados em 27 de novembro de 2025; as ações passam a ser negociadas ex-dividendos a partir de 28 de novembro. O pagamento, em parcela única, ocorrerá em 4 de dezembro de 2025, no Brasil, sem atualização monetária ou juros. A escrituração ficará a cargo do BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM, com crédito conforme o domicílio bancário cadastrado; investidores com cadastro incompleto terão crédito após regularização. Os dividendos são isentos de IR (art. 10 da Lei 9.249/1995) e serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício que se encerra em 31 de dezembro de 2025.
Estratégicamente, o anúncio consolida a política de alocação de capital que a companhia vem executando ao longo do ano. Ele sucede os dividendos intermediários de R$ 200 milhões aprovados em setembro, reforçando previsibilidade de caixa e a mensagem de equilíbrio entre crescimento, liquidez e remuneração ao acionista. Considerando o ciclo operacional da Cury — marcado por giro alto, repasses recorrentes e estoque majoritariamente em obras — a decisão de novas distribuições no fim do ano coroa uma sequência de trimestres com forte conversão de VGV em caixa, inclusive em um ambiente de mudança de regra de repasses da Caixa que afetou o timing de reconhecimento, mas não a geração subjacente. Na prática, a nova distribuição eleva o total anunciado em 2025 e evidencia disciplina para remunerar sem descasar obras e pipeline.
Do ponto de vista de fundamentos, a companhia vinha preparando esse movimento: o resultado do 3T25 mostrou lucro de R$ 283,2 milhões, ROE de 70,6%, 26º trimestre consecutivo de caixa positivo e pagamento de R$ 200 milhões em dividendos no trimestre, além de manter margens elevadas e um landbank pronto para ser convertido. Esses vetores — execução nas praças core de SP e RJ, VSO saudável e repasses aderentes ao MCMV — criam a previsibilidade necessária para sustentar retornos. Ao mesmo tempo, a normalização do ritmo de vendas após picos de lançamentos não alterou a trajetória anual de produção e margem, preservando a capacidade de geração de caixa que financia dividendos e eventuais recompras sem pressionar a estrutura operacional.
Em perspectiva histórica, a distribuição anunciada hoje está alinhada ao padrão de payout elevado e recorrente que a Cury comunica ao mercado. A apresentação institucional de 9 de outubro reportou payout médio de 94% entre 2018 e 2025 e R$ 2,1 bilhões em dividendos no período, além de evidenciar escala, previsibilidade e pipeline urbano que ampliam a opcionalidade entre crescimento e remuneração. A recente entrada de CURY3 no Ibovespa aumenta a exigência por consistência na execução e na comunicação de prioridades — e o novo dividendo intercala essa narrativa ao converter desempenho operacional em retorno tangível, sem abrir mão do avanço do landbank e da cadência de lançamentos que sustentam o próximo ciclo.







