Em 15/01/2026, o GPA rejeitou o pedido de convocação de assembleia apresentado por Rafael Ferri e Hugo Shoiti Fujisawa, afirmando que, após checagem dos registros, os acionistas detêm 2,78% do capital — abaixo do mínimo de 3% previsto na Resolução CVM 70/22 — e que as vagas então existentes no Conselho foram preenchidas, na mesma data, com a nomeação de Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes e Eleazar de Carvalho Filho. O comunicado dá continuidade ao aviso de 06/01 e confronta o teor do pedido de convocação de 6 de janeiro para reeleger todo o Conselho e excluir o Capítulo X, que apontava participação de 3,2156%. A companhia informou que submeterá a ratificação desses conselheiros à próxima assembleia (até o fim de abril) e incluirá na pauta a proposta de exclusão do Capítulo X do estatuto; também declarou nulos eventuais atos de convocação praticados pelos solicitantes.
Na ótica de governança, o movimento encerra a janela aberta por renúncias em 2025 que fundamentavam o pleito dos acionistas. No 4T25, houve a renúncia do vice‑presidente do Conselho e a recomposição da coordenação do Comitê Financeiro, elevando o escrutínio sobre quórum técnico e fluxo decisório. Amparado no art. 150 da Lei 6.404/76 e no estatuto, o Conselho preencheu as cadeiras em 14/01 e, ao retirar a vacância, esvaziou a urgência da convocação extraordinária, deslocando a decisão para o foro ordinário da assembleia que ratificará os nomes.
Em paralelo, a rejeição dialoga com o aumento do ativismo minoritário observado no fim de 2025, quando a base de investidores ganhou peso e poder de influência. O reforço desse bloco foi evidenciado pelo avanço da Bonsucex e de Silvio Tini a 10,314% das ações ordinárias em 30/12/2025, o que elevou a cobrança por transparência, previsibilidade de caixa e alinhamento estatutário. Ao levar a exclusão do Capítulo X para a próxima assembleia, mas negar uma convocação fora do rito por falta de quórum e ausência de vacâncias, o GPA procura equilibrar escrutínio e estabilidade para executar o plano de 2026 com disciplina de capital e governança mais previsível.







