A Tupy convocou Assembleia Geral Extraordinária para 13 de fevereiro de 2026, às 15h00, consolidando em cronograma e escopo formal a agenda de reforma do Estatuto e recomposição de órgãos de governança. A pauta inclui: inclusão de requisitos mínimos de elegibilidade para Conselho de Administração e Diretoria, definição do número de membros, eleição de titulares e suplentes e caracterização de independentes para completar o biênio 2025–2027; eleição do Presidente e do Vice-Presidente do Conselho; e eleição de um titular e suplente para o Conselho Fiscal até a AGO que examinará as contas de 2025. A decisão baseou-se na manifestação do Comitê de Pessoas, Cultura e Governança, que atestou a aderência dos nove candidatos e suplentes à Política de Indicação e às regras de independência do Novo Mercado. O Conselho também determinou revisão estruturada da Política de Indicação até a próxima AGO e manteve a remuneração individual aprovada para 2025. Este movimento dá continuidade direta ao Fato Relevante de 29/dez/25 sobre convocação da AGE e reforma estatutária.
Além de formalizar a pauta, a assembleia de fevereiro busca recompor o topo da governança e calibrar a supervisão do ciclo 2025–2027. Como a última eleição do Conselho ocorreu por voto múltiplo, a recomposição integral do colegiado permite ajustar perfis, comitês e prioridades, reforçar a presença de independentes e assegurar a continuidade dos projetos estratégicos sem ruptura operacional. A manutenção do envelope de remuneração sinaliza disciplina de custos, enquanto a checagem de elegibilidade pelo CPCG mitiga risco de contestações e aumenta previsibilidade do processo eleitoral. Em termos de narrativa, o ato de hoje consolida a virada de governança iniciada no fim de 2025, quando renúncias e a mobilização da acionista de referência precipitaram a necessidade de renovação do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, como já registrado no pedido de AGE pela BNDESPar e renúncias no CA e CF em dezembro.
Do lado acionário, a arquitetura proposta dialoga com a presença de investidores de perfil fundamentalista que defendem critérios objetivos de elegibilidade, vedações claras e maior accountability. A verificação de independência dos nove candidatos e a revisão da Política de Indicação alinham expectativas de governança com execução operacional e estabilidade de longo prazo. Essa coerência ficou mais evidente com o reforço de um patrocinador desta pauta às vésperas da recomposição, notadamente o aumento de participação da Charles River para 5,36% em 02/jan/26, que enfatizou a importância de elegibilidade e independência sem buscar alterar o controle. Ao ancorar a base acionária em capital paciente e fortalecer o desenho de governança, a Tupy tende a reduzir volatilidade assemblear, sustentar a execução do biênio 2025–2027 e dar lastro às iniciativas de eficiência e mix, enquanto mantém transparência documental via RI, B3 e CVM.







