Em 9 de janeiro de 2026, a Dexco confirmou o fechamento da operação envolvendo ativos florestais citada no Fato Relevante de 7/1. O investimento, estruturado via subscrição de ações preferenciais da controlada indireta Jatobá Florestal S.A., gerou entrada de caixa de aproximadamente R$ 200 milhões. Segundo a companhia, o movimento está alinhado à estratégia de fortalecer a estrutura de capital e de atrair parceiros para veículos dedicados ao ciclo da madeira.

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Este fechamento consolida a linha de monetização e parceria no negócio florestal ao replicar a lógica societária já aplicada na Cambuí, por meio do acordo de acionistas e subscrição integral das preferenciais da Cambuí Florestal (R$ 150 mi). Na prática, a Dexco segrega os ativos de madeira em SPEs, compartilha capital e governança com investidores institucionais e preserva a liquidez da holding. A entrada de recursos diretamente na Jatobá Florestal amplia a capacidade de financiar plantio, manejo e comercialização sem pressionar o caixa corporativo, enquanto acelera a captura de valor do portfólio florestal via instrumentos societários.

Em paralelo às parcerias de equity, a companhia vem alongando e segregando o funding do negócio florestal, casando a duração do financiamento ao ciclo da madeira e reduzindo dependência de linhas bancárias. Essa frente ganhou tração com a ampliação da 1ª emissão de CPR‑Fs da Duratex Florestal para R$ 1,6 bi, com prazo de 8 anos, que sinalizou demanda pelos papéis e reforçou o desenho de financiamento dedicado. O fechamento da operação na Jatobá se encaixa nesse arranjo: SPE capitalizada por parceiro, funding alongado na base florestal e tesouraria da holding preservada para alocação seletiva, sustentando previsibilidade de caixa e disciplina de desalavancagem.

O reforço de capital nas controladas florestais também dialoga com o programa de liability management que reduziu o custo e o risco de refinanciamento no fim de 2025, como no resgate antecipado das Notas Comerciais da 1ª emissão (R$ 300 mi) anunciado em 11/12/2025. A sequência revela um padrão estratégico: primeiro, reorganizar o passivo (pré‑pagamentos, resgates, alongamento e segregação de funding); depois, destravar valor na base florestal por meio de veículos dedicados e parcerias minoritárias. A operação com a Jatobá Florestal é mais um capítulo dessa trajetória, reforçando a estrutura de capital enquanto monetiza ativos com governança e horizonte de longo prazo.

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