A PetroReconcavo reportou produção média de 25,0 mil boe/d em dezembro (-0,7% m/m), com efeito concentrado no Ativo Potiguar (12,2 mil boe/d; -2,1% m/m) por parada programada na estação de Livramento, enquanto a Bahia avançou para 12,8 mil boe/d (+0,7% m/m) com alta do gás impulsionada por workovers e novos compressores em Remanso. No óleo, o Potiguar somou 7,9 mil bbl/d e a Bahia 6,4 mil bbl/d, esta última afetada por paradas não programadas em poços de alta vazão em Tiê; no gás, Potiguar chegou a 4,3 mil boe/d (-2,4% m/m) e Bahia a 6,4 mil boe/d (+2,2% m/m). Esse quadro de dezembro dá continuidade à normalização vista na produção de novembro (+1% m/m) e início da repressurização em Tiê, quando intervenções no Bahia e a virada de fase em Tiê começaram a reduzir a variância operacional.
Estruturalmente, o resultado é coerente com a tese de estabilizar platôs combinando subsuperfície (repressurização, horizontais), intervenções (workovers) e integração de infraestrutura (gasoduto de Tiê, UTG e UPGN Miranga 2028), agenda que a companhia organizou na apresentação do 9M25 que estruturou a estabilização de platôs, gasoduto de Tiê e integração de infraestrutura. Isso porque o aumento do gás na Bahia decorre exatamente de workovers e da instalação de compressores em Remanso, enquanto as paradas não programadas em poços de alta vazão de Tiê afetaram o óleo; já no Potiguar, a manutenção em Livramento preserva integridade e reduz variância de médio prazo. Ao ancorar essas frentes operacionais em intervenções e manutenção planejada, a companhia dá sinais de execução disciplinada e prepara o terreno para capturar ganhos de eficiência no escoamento e no processamento ao longo de 2026.
Do lado financeiro, o movimento também se alinha ao desenho de funding que casa passivo ao ciclo do gás: em 29 de dezembro, a empresa concluiu a liquidação da 4ª emissão de debêntures (R$ 750 mi) destinada ao CAPEX do gás nos Polos Bahia e Potiguar, reforçando caixa para workovers, repressurização e integração de midstream. Em conjunto, o leve recuo mensal por manutenção, a resiliência do gás na Bahia e o aumento anual da produção média para 26,5 mil boe/d (+0,7% a/a) compõem um capítulo de continuidade: execução operacional com foco em integridade e produtividade, sustentada por infraestrutura e financiamento de longo prazo.







