Nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, a Randon (RAPT3, RAPT4) comunicou a contratação do BTG Pactual Corretora como formador de mercado de suas ações preferenciais RAPT4 na B3. As atividades começam em 6 de janeiro de 2026, com contrato de 12 meses. O objetivo é fomentar a liquidez, em linha com as Resoluções CVM 44/2021 e 133/2022. O acordo pode ser prorrogado ou rescindido mediante aviso prévio de 30 dias. A companhia informa 176.793.154 ações preferenciais em circulação e que não há qualquer acordo com o formador envolvendo direito de voto ou compra e venda. O fato relevante é assinado por Paulo Prignolato, diretor de RI.

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Mais do que um ajuste operacional, o movimento dá continuidade à agenda de governança e visibilidade ao investidor no momento em que a Randon inicia 2026 com reporte por verticais e fronteiras de negócio mais claras, fruto da reorganização das verticais anunciada. Ao ampliar profundidade de livro e reduzir spreads em RAPT4, a companhia facilita a formação de preço por vertical (Montadora, Autopeças e Rands), atrai base acionária de longo prazo e prepara terreno para um diálogo mais granular sobre margens e ROIC. A presença contínua de ofertas de compra e venda tende a diminuir a volatilidade intradiária, melhora a descoberta de preços e dá suporte a eventuais movimentos societários ou emissões, caso a empresa opte por aproveitar janelas favoráveis.

O anúncio, assinado por Paulo Prignolato, também reforça a consistência da comunicação ao mercado: em 2025, a companhia adotou divulgação mensal que manteve o investidor ancorado ao guidance e ao run‑rate de receita. Essa previsibilidade — formalizada na transparência mensal e no cumprimento do guidance de 2025 — cria um arcabouço em que liquidez, diálogo e acompanhamento de métricas andam juntos. Com mais profundidade de negócios em RAPT4, o RI amplia a base potencial de cobertura, melhora a leitura de fundamentos e reduz o custo de capital via spreads menores e menor impacto de ordens pontuais. Isso tende a beneficiar especialmente investidores institucionais que demandam execução eficiente e menor slippage, além de apoiar programas de remuneração variável atrelados a métricas de mercado.

Por fim, maior liquidez dialoga com a agenda de execução de ciclo longo que a empresa carregará em 2026–2027, como o contrato de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões. Projetos dessa natureza exigem previsibilidade financeira e visibilidade de performance por vertical; um mercado secundário mais profundo mitiga ruído de curto prazo, favorece a formação de múltiplos condizentes ao perfil de risco e dá sustentação à alocação de capital entre Montadora, Autopeças e serviços financeiros, enquanto o backlog industrial amadurece.

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