Nesta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, Petz (PETZ3) e União Pet comunicaram o fechamento da combinação de negócios que converte a Petz em subsidiária integral da União Pet e unifica as bases acionárias. A relação de troca é 1:1 e os acionistas da Petz receberão R$ 320,8 mi até 23/1. Hoje foi o último dia de negociação de PETZ3; AUAU3 estreia em 5/1 e as novas ações serão creditadas em 7/1. Como referência, os acionistas da Petz passam a deter 52,6% do capital da União Pet. A consumação envolveu as etapas societárias previstas (aumento de capital na Cobasi Investimentos, emissão de ON/PN resgatável, resgate a R$ 0,7109 por PN e incorporação da Cobasi Investimentos pela União Pet), além da mudança de denominação social e da instalação de novo Conselho e Diretoria amparados por acordos de acionistas entre controladores e o acionista de referência da Petz. O desenho executado reflete com precisão o roteiro divulgado na definição do cronograma e da estrutura de fechamento para 2 de janeiro de 2026.
Do ponto de vista concorrencial e de tese, o closing marca a virada do ciclo regulatório para o ciclo de integração e captura de sinergias. A combinação preserva o racional de escala para ampliar poder de compra, diluir SG&A e fortalecer logística e sortimento, elementos essenciais para recompor competitividade frente a marketplaces e sustentar preços mais agressivos. Essa etapa só foi possível após o crivo do Tribunal e o desenho de remédios proporcionais ao risco de sobreposição local, mantendo intacta a lógica econômica nacional. No caso, a transação avançou porque obteve a aprovação do CADE mediante ACC com desinvestimento de 26 lojas em SP, que abriu a avenida para a unificação das bases e estabeleceu as condições para a execução disciplinada do carve-out sem dispersão de gestão.
Para o investidor, o comunicado também detalha a trilha operacional e tributária do pós-fechamento: início das negociações de AUAU3 em 5/1, crédito das ações em 7/1, opção de discutir judicialmente eventual IR sobre ganho de capital, procedimentos para concessão do “Empréstimo” e, até 9/1, a entrega de documentação por residentes e não residentes para validação de custo médio e cálculo de IRRF, com pagamento da parcela em dinheiro até 23/1. Esses passos dão previsibilidade à liquidação e à reconciliação de posições, replicando orientações previamente endereçadas ao mercado, como o aviso aos investidores não residentes que operacionaliza o fechamento societário, e reduzem fricções na migração do passivo acionário para a União Pet.
Por fim, a nova governança anunciada — com Conselho plural e independentes, além de diretoria dedicada a integração e tecnologia — coroa um período de preparação societária e de capital que buscou estabilidade até o dia 1 da companhia combinada. Ao longo de dezembro, os agentes ligados às partes calibraram exposições e reforçaram que não influenciariam o controle antes do closing, criando previsibilidade para a unificação e para os acordos de acionistas ora firmados. Esse alinhamento já vinha sendo sinalizado pela construção de posição por Kinea/Tefra (16,33% do capital) alinhada ao acordo de associação, movimento simétrico ao reequilíbrio do acionista de referência da Petz, e ajuda a explicar por que o fechamento ocorre com base acionária organizada, agenda de integração clara e foco na captura inicial de sinergias operacionais e de SG&A.







