Em 30 de dezembro de 2025, a Petz informou que Kinea Private Equity V Master FIP (FIP V) e Tefra Participações S.A. — investidores que são acionistas controladores da Cobasi — passaram a deter, em conjunto, 75.566.500 ações ordinárias, o que representa cerca de 16,33% do capital. Na carta, os signatários esclarecem que a negociação não visa alterar o controle ou a administração da Petz e rememoram o Acordo de Associação anunciado em 16/08/2024, segundo o qual, com o fechamento, a Petz se tornará subsidiária integral da Cobasi e haverá acordo de acionistas para governança (voto, conselho, diretoria), lock-up e direito de primeira oferta. O movimento sinaliza alinhamento pré-fechamento e reforça a continuidade do roteiro de integração já divulgado, em linha com a definição do cronograma e da estrutura de fechamento para 2 de janeiro de 2026.
A mensagem de que não há intenção de influenciar controle antes do closing também endereça o cuidado regulatório: trata-se de construção de posição econômica pelos controladores da parte combinada, sem exercício de poder de controle até a Data de Fechamento. Esse arranjo dialoga com o avanço no eixo concorrencial, em que a operação já obteve aval antitruste com remédios, preservando o racional econômico de escala e eficiência. Nesse sentido, o passo de hoje se encaixa na aprovação do CADE mediante ACC com desinvestimento de 26 lojas em SP, que manteve intacta a lógica de sinergias (poder de compra, diluição de SG&A e logística) e abriu caminho para a execução do carve-out e a unificação das bases acionárias. Em termos práticos, a ampliação de participação pelos controladores da Cobasi tende a reduzir ruído de curto prazo e a preparar o terreno de governança para o “dia 1” da companhia combinada.
O tom de estabilidade acionária reforçado por Kinea/Tefra também conversa com a arrumação societária conduzida pela Petz às vésperas do fechamento. Há poucos dias, o acionista de referência, Sergio Zimerman, comunicou aumento de exposição total a 45,3% com derivativos de liquidação financeira e declarou propósito estritamente de investimento, sem alterar controle, o que vai na mesma direção de previsibilidade pré-closing. Essa elevação de exposição do acionista de referência em 23 de dezembro de 2025 ajudou a ancorar a leitura das participações relativas e a transição ordenada de governança, em paralelo às etapas operacionais e tributárias do fechamento. Em conjunto, os movimentos contam a mesma história: consolidar a associação anunciada, minimizar incertezas até o closing e preservar o racional de sinergias que sustenta a tese da companhia combinada.







