Nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, a Petz (PETZ3) comunicou que o Tribunal do CADE aprovou a combinação de negócios com a Cobasi mediante Acordo em Controle de Concentrações (ACC). O compromisso prevê o desinvestimento de 26 lojas no Estado de São Paulo — cerca de 3,3% do faturamento da companhia combinada nos últimos 12 meses (3T25). A operação, aprovada em Assembleia Geral Extraordinária de 14 de março de 2025, segue com os demais termos e condições inalterados, permanecendo sujeita às condições suspensivas a critério dos Conselhos de Administração de Petz e Cobasi e ao cumprimento da Data de Fechamento.
Estratégicamente, a decisão consolida a rota de recomposição de competitividade por escala defendida pela companhia no processo regulatório, em linha com a audiência do CADE em outubro/25, que reconheceu o desvio em relação ao IPO e apresentou a associação com a Cobasi como alavanca de recuperação de competitividade. O ACC adiciona salvaguardas concorrenciais sem alterar o racional econômico da transação: ampliar poder de compra, diluir despesas e ganhar eficiência logística e comercial. Ao concentrar o desinvestimento em um único estado, o remédio busca mitigar sobreposição local preservando a lógica nacional de sinergias. Para investidores, o marco reduz incertezas e abre o caminho para a captura escalonada de sinergias, condicionada ao cronograma de fechamento e à execução do carve-out das 26 lojas.
Diferentemente do quadro de 2024, quando margens e participação recuaram, a Petz vinha mostrando sinais de virada, com disciplina de capital, private label mais relevante e omnicanalidade madura — base operacional que tende a acelerar com a integração. Esse pano de fundo já aparecia no 3T25 de consolidação operacional, com avanço de margem, ganho de eficiência e forte geração de caixa. A aprovação do CADE, ainda que com remédios, tende a reforçar a capacidade de sustentar preços mais competitivos, recompor rentabilidade e endereçar a pressão de marketplaces. O foco imediato recai em governança da integração, captura de sinergias de compras e SG&A, manutenção do ritmo de serviços e evolução do B2B, além da execução do desinvestimento exigido sem dispersar a gestão.
O movimento também dialoga com as prioridades divulgadas pela companhia ao longo de 2025 — eficiência, mix e caixa forte — sintetizadas na Apresentação Institucional de setembro/25, que reforçou disciplina de capital, avanço de marcas próprias e a expectativa por uma decisão do CADE para destravar a alavanca de escala. Com a etapa do Tribunal concluída, os próximos marcos são o cumprimento das condições suspensivas, a definição da Data de Fechamento e o plano de integração com governança robusta. Pontos de monitoramento: cronograma e termos do desinvestimento em SP, manutenção do ganho de margem sem perda de sortimento, evolução do SSS e da penetração digital, além da materialização faseada das sinergias em compras e despesas.







